"Aqui você lê o conteúdo essencial do Evangelho da Graça de Deus que revela o único Caminho a ser feito .... o Caminho é Jesus!"
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sábado, 14 de fevereiro de 2009

1 Cor 13 - O salmo do amor

De que me vale o falar em línguas, verbalizar espiritualismo, se em minha interioridade me falta o amor!? Se assim o fizer, ainda que exteriormente expresse uma espiritualidade aos olhos dos religiosos, serei somente como um barulho sem sentido, um eco vazio que quebra diante das montanhas da vida seguindo um fluxo interminável de idas e vindas até acabar no vazio.

Ainda que espiritualmente eu profetize, e diga maravilhas nunca antes ditas; ainda que desvende os mistérios dos cosmos, e discirna as intensidades e dimensões infinitas no universo do átomo; ainda que reclame por um poder essencial numa fé que levita objetos e mova a Cordilheira dos Andes; se me faltar amor, serei um nada – um raca.

Ainda que movido por uma compaixão e que nesse sentir eu distribua os meus bens entre aqueles que necessitam; ainda que mobilize um grupo de pessoas e abra uma obra social para atender os menos favorecidos; ainda que na presunção de fazer misericórdia montando uma ONG; ainda que para provar minha total indisposição para comigo mesmo, e provando que sou alguém que se preciso for dôo a própria vida para provar minha humildade; se não for por amor, todas estas atitudes, e ações sociais, e provimento para o necessitado, e a abertura de uma ONG, e o morrer por uma causa pessoal..., de nada me valerá. Não me trará benefício real.

O amor é longanimo. O amor é generoso. No amor não se encontra inveja. Não se auto-promove, muito menos é soberbo.

Ele não se porta de maneira a dar escândalo, muito menos pensa em si próprio, não sofre de irritabilidade, e não alimenta a alma com amarguras e ressentimentos passados.

O amor não consegue ver alguém sendo injustiçado, pois seu triunfo e alegria está em simplesmente ser verdadeiro.

Mesmo em sofrimento ele suporta, mesmo em meio às provações ele crê, ainda que as esperanças de todos se percam ele espera, ainda que o mundo seja contra ele, ele permanece inabalável.

Ainda que a morte tente vencê-lo, ele jamais morre; destarte, o movimento profético e seus profetas passarão e deixarão de ser buscados; as línguas outrora sendo o ícone da veracidade espiritual desaparecerá; a busca pelo conhecimento como sendo a realização integral do homem cessará.

Porque nosso conhecimento é parcial e nossa previsão é na esfera horizontal; mas, quando vier o que é perfeito e integral, o que é parcial e engendrado será exterminado.

Quando eu era inocente e incauto, agia na simplicidade e na inocência da ignorância. Sentia e me expressava como alguém sem conhecimento. Quando amadureci e discerni as implicações da vida, abri mão da forma infantil de olhar a existência.

No entanto, agora, enxergamos como um reflexo opaco e indiscernível aos olhos, como em um prato de bronze; destarte, chegará o dia em que veremos e seremos visto cara a cara. Hoje, meu conhecimento é parcial; então, naquele dia conhecerei integralmente , da mesma forma que sou plenamente desnudado e conhecido de mim mesmo.
Isto posto e isto dito, após entendermos todas estas coisas, o que fica pra nós como chão da vida e caminho a trilhar são três coisas: o crer mesmo contra a própria realidade, sendo que o justo vive pela fé; a certeza de em vivendo pela fé, caminhar em esperança no único dogma prevalecente sobre tudo e sobre todos que é este último; o amor. Destarte, o mais sublime e único capaz de unir todos em um só é este, sendo o maior deles – o amor!

Assim sendo, compreendam o amor, e compreendereis os mistérios ocultos desde a eternidade.


Na graça Dele, em quem sou cativo por este amor!

Com a colaboração do irmão Paulo de Tarso.

Juliano Marcel
15-02-09
Bragança Paulista-SP
juliano.marcel@ymail.com
http://www.julianomarcel.blogspot.com/
http://www.bloggracaevida.blogspot.com/



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Os cristãos amam mais a “igreja” do que a Jesus

É incrível como os princípios estão invertidos na “igreja”, e não somente na “igreja”, mas também, nas mentes dos cristãos.

Mesmo aqueles que são apresentados ao Evangelho da Graça, por temer abandonar a “igreja”, abrem mão do Evangelho – conseqüentemente de Jesus – e agarram à “igreja”, como se ela fosse a representação legal de Cristo na terra.

Na verdade, é isso que “igreja” representa, ou pelo menos, aquilo que os pastores e teólogos fizeram dela na terra. Porém, conquanto tenha esta representação – e é representação somente mesmo – não carrega significado nenhum verdadeiro, posto que o Caminho do Evangelho não pode ser vivido numa geografia física e fixa, como ocorre com a “igreja”; e sim, nos corações sinceros que aceitam e acolhem esta Graça em amor no coração, lugar onde o Reino de Deus se manifesta – a interioridade do ser!

Assim sendo, os cristãos amam mais a “igreja” do que a Jesus. E vou colocar os motivos a seguir:

Vemos que os cristãos foram domesticados e tiveram as suas mentes programadas com a dogmatização e teologia que fazem da “igreja” uma representação física e fixa do caminho de Deus na terra. Lugar este, onde Deus se manifesta, age, opera, e responde as orações. E isso não é de agora, afinal, desde Constantino – ano 325d.c – que os teólogos e os constantinianos procuraram fazer, e fizeram, da “igreja” o único lugar onde alguém pode alcançar salvação. Fazendo dela a mediadora dos homens com Deus e com Cristo. Assim, mesmo com a reforma protestante – onde enganosamente pensa-se que viveram sola gratia, porém, desenvolveu-se o mesmo espírito predominante na antiga forma: um lugar com hierarquia eclesiástica, cujo líder tem a infalibilidade escriturística, e é aquele que pode determinar o caminhar do homem na vida pelas observações dos dogmas instituídos.

Conforme a primeira observação, gera então na alma daquela pessoa que freqüenta a “igreja” um medo terrível de não se estar vivendo conforme Deus quer que ela viva, se ela não viver conforme a “igreja” determina o modo de vida que ela deve viver.

Logo, o que se experimenta e vive na “igreja” não é um culto a Deus, e sim, um culto à “igreja”, onde esta toma o lugar de Cristo, e mascaradamente aceita o culto no lugar de Deus.


ARGHHHHH!!!!! Que heresia é esta que estou dizendo????? Você pode estar pensando!!!

Não é heresia, e sim, a pura verdade. Uma vez que se diz que quem não for para a “igreja”, não encontra Deus. Quem não freqüentar as reuniões e cultos, está “desviado”. Quem não mergulha num batismo, não pode participar da “santa” Ceia do Senhor, dizem eles. Quem não tem um papel assinado por um juiz dizendo que é casado segundo a Constituição vigente determina, está em adultério. E por aí em diante..., colocam coisas, e mais coisas, as quais Deus nunca exigiu como pre-requisito para culto a Ele. Logo, ela – a “igreja” – é que determina quem cultua, quem serve, quem adora, quem é crente, quem é salvo, e quem não é!

Estou mentindo?

Tem alguma coisa que eu disse que não seja verdade?

Você sabe que é assim!

E dentro desta conjuntura a qual chamamos de “igreja”, os crentes vivem uma vida neurótica, pensando estar cultuando a Deus, e vivendo uma liberdade em Cristo, que não passa de um engano. Sim, um engano!

E quando estes – os “cristãos” – ouvem falarmos de uma Graça que é “de Graça”, se assustam. Ficam apavorados. Questionam das diversas formas possíveis. São questões bobas, pequenas, e um medo neurótico de viver com uma liberdade que pra eles é assustador.

Quando explicamos a liberdade em Cristo, liberdade esta que nos foi dada GRATUITAMENTE na Cruz, os “cristãos” surtam.

É que a liberdade para aquele que viveu uma vida aprisionada, é apavoradora. Sim, aterrorizante. É como um animal que você cria a vida inteira numa gaiola, e depois de anos vivendo limitado pelas grades da gaiola, sendo servido daquilo que somente lhe dão como comida, caminhando num espaço determinado pelo seu dono, após anos assim, se for solto, não consegue desfrutar da liberdade, e tem 98% de chance de morrer. Sim, morrer! Morre porque não sabe caminhar por si só. Morre, porque não consegue viver com a responsabilidade de prover para si mesmo o espaço e limites de seu caminhar.

Com os “cristãos” é a mesma coisa. Vivem a vida aprisionada a religião, a “igreja”,a dogmas, teologias, costumes, doutrinas, de modo que quando vêem que não dependem destas coisas para viver, se perdem na vida. Preferem voltar à prisão da religião, da “igreja, pelo menos lá alguém ia dizer o que você pode e não pode fazer e tocar.

Porque viver cuidando do próprio coração, arcando com as conseqüências de seus acertos e erros, discernindo entre o que é lícito e o que se convém, para os “cristãos” é como pegar um passarinho que viveu cinco anos aprisionado numa gaiolinha e soltá-lo, dar-lhe a liberdade. Ele morre.

Os “cristãos” preferem a “igreja” do que se entregar a Cristo verdadeiramente na vida. Amam muito mais os ritos, os dogmas, as doutrinações, as teologias, do que a simplicidade do viver no Evangelho, e singelamente crer – viver pela fé!

“Como pode viver pela fé somente?” é o que eles perguntam, embora digam que tenham fé.

Sim. Simplesmente crer no que já está feito. No que está conquistado. No que é meu EM CRISTO.

Se na cruz, conforme Paulo disse, vemos Deus reconciliando com sigo mesmo o mundo – porque Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, disse Paulo – sei que em Cristo, já estou reconciliado, de forma que não preciso de uma freqüência assídua a um lugar pré-determinado como único lugar de salvação e reconciliação do homem com Deus, chamado “igreja”.

O que se precisa, é crer – e tão somente crer – que vivo amando a Deus, e O sirvo, não em um lugar limitado pela geografia física, e sim, em cada lugar que coloco os meus pés, em cada lugar onde minha mente vaga, em cada recôndido do meu coração, nestes lugares chamado de vida em sua integralidade, é que sirvo a Deus.

E você me pergunta: E o que isso tem a ver comigo?

Ora, disse isso para simplesmente te perguntar: A quem você tem amado, a “igreja” ou a Jesus?

A quem tem servido: aos dogmas religiosos da “igreja”, ou a simplicidade da liberdade em Cristo?

Quando se compreende que o convite do Evangelho de Cristo é para o crescimento e a maturidade consciente das implicações da vida, e suas ambigüidades, e crê-se que em Cristo tudo já está feito e consumado, vive-se a vida com a liberdade de ser quem se é, sem mascaramentos, sem neuroses, sem fingimentos, sem caras e bocas, em fantasias.

Porém, caminha-se na vida sendo a si próprio, verdadeiro, arcando com as conseqüências da escolhas, aprendendo com os acertos e com os erros, com as subidas e as quedas, afinal, o discipulado segundo os evangelhos não acontece num curso de formação de liderança e discipulado, antes, é no chão da vida onde a vida mostra a sua cara, e mostra a nossa cara, revela quem nós somos verdadeiramente. Sim, o discipulado é na vida.

E aí, a quem você tem amado? A “igreja” ou a Jesus?

Pense nisso!

Na Graça Daquele, em quem sou chamado à liberdade de ser Nele!

Juliano Marcel
13/02/09
Bragança Paulista-SP
juliano.marcel@ymail.com
http://www.julianomarcel.blogspot.com/
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

"Deus" como Diabo e o Diabo como "Deus"

Muita gente me escreve de fato na dúvida, querendo uma confirmação...

Outros, no entanto, escrevem querendo uma validação para o que já decidiram.

Outros ainda escrevem por estarem mesmo completamente perdidos, sem saber o que fazer.

Há ainda os que escrevem apenas por curiosidade, desejosos de apenas saberem o que digo, às vezes até para discutirem com outros...

Respondo a tudo o que consigo, com todo amor. Aliás, somente separar o tempo, no meio de tantas coisas, para responder cartas e cartas, creia, somente se for pela força do amor, pois, muitas vezes, a alma fica sem ânimo ante um trabalho sem fim.

Quando leio uma carta, em geral vejo que a própria carta já trás consigo a própria resposta que a pessoa carece.

Entretanto, a pessoa menciona a solução como problema ou impossibilidade da vontade de realizar.

Sim! A maioria sabe o que fazer, mas apenas não o deseja ou diz que não consegue por não querer conseguir.

Isto porque quando se está tomado pela força do desejo, da paixão, da fixação orgulhosa ou do egoísmo inflexível, fica-se cego para tudo aquilo que, de outra forma, saberíamos exatamente o que é e como proceder.

Ora, isto apenas mostra que grande parte do que nós chamamos “meu problema”, quase sempre deveria ser chamado apenas de “meu desejo”.
Então, nesse caso, estabelece-se a luta entre a consciência fragilizada e o desejo ou a idéia fixa; e, quase sempre o desejo vence para a problematização e a infernização da vida da pessoa.

Afora os problemas que envolvem circunstancias complexas ou problemas mentais, os demais são apenas caminhos criados pelo desejo.

E mais: quando não são criados pelo desejo são criados pela necessidade moldada pelo grupo a que se pertence, no caso, a “igreja”.

Sim! A maior parte dos problemas que aqui trato ou respondo, são problemas que decorrem do sexo reprimido, e que, uma vez solto, descaceta a pessoa e a põe como que ladeira abaixo... sem controle e de modo completamente compulsivo.

Então, quando não seja sexo o problema, no entanto, quase sempre os demais problemas decorrem da culpa herdada pelos excessos neuróticos da “igreja”.

Uma pessoa “de fora” lê as angustias aqui expressas por muitos, e não entende nada. Algumas me escrevem querendo saber se, caso se convertam, ficarão com aquelas mesmas seqüelas dos crentes.

Ao respondê-las sobre isto digo “não”.

Digo que dependerá do que a pessoa tiver na mente, de que grupo freqüente, e, sobretudo, de como se fundamente a fé da pessoa, se na Palavra de Deus ou nas doutrinas dos homens.

O fato é que o Evangelho mesmo, sozinho, sem “igreja” e sem “doutrinação moral”, jamais poderia fazer mal a ninguém.

E mais: sem os “pastores-lobos” ou sem os “pastores-perdidos”, nenhuma pregação do Evangelho criará nada na pessoa que não seja vida e paz.

Porém, o uso errado do Evangelho, misturado com toda essa confusão de “igreja”, adoece a alma tanto ou mais que uma boa macumba, posto que tudo seja feito em nome de Jesus, o que faz com que a alma se perturbe mais do que quando pratica a mentira em nome do diabo.

Macumba faz menos mal à mente do que uma crença cristã sem Deus.

Sim! Pois na macumba ninguém vai pensando em bondade ou em Deus. Lá tudo é como é; ou seja: existe a franqueza do objetivo maldoso e manipulador.

É melhor lidar com o diabo como diabo do que com o diabo como “Deus”, que é o que acontece na crença cristã sem Deus, sem Jesus e sem Evangelho.

Digo isto porque pior do que o diabo é “Deus” como um diabo.

Ora, a maioria dos crentes, na prática, lida com “Deus” como diabo e com o diabo como “Deus”.

“Deus” como diabo porque o “Deus” dos crentes é tão cheio de venetas malucas e perversas como um diabo.

Diabo como “Deus” porque o diabo dos crentes é, na prática, em geral mais poderoso do que “Deus”.

Assim, o “crente” segue oprimido por “Deus” e pelo diabo; e mais: pelo “diabo” dos “crentes”, que é mais poderoso do que o diabo real.

Ora, a maior dificuldade do Evangelho no coração dos crentes viciados em “Deus” como diabo e no diabo como “Deus” está no fato de que eles não sabem fazer a diferença.

Sim! Deus e o diabo se parecem muito na cabeça dos “crentes”.

Na maioria das vezes o que distingue um do outro é apenas o discurso, pois, na prática, eles, “Deus e o diabo”, se parecem muito.

Ora, tal ambigüidade e ambivalência em Deus e no diabo é o que faz a devoção dos crentes um exercício de medo e pânico.

Por isto os “crentes” não gostam de silencio, nem de quietude e nem de culto sem muita agitação, pois, no silencio mora a indefinição entre “Deus” e o “diabo”.

Se você não entendeu ainda nada, digo:

Quando você se converter entenderá então tudo o que estou dizendo e verá tudo com extrema clareza.

Até lá, todavia, fica a dúvida, a qual eu provoco em você na intenção de ver se sua mente fica livre do “Deus/diabo” e do “diabo/Deus”.


Pense nisto!


Nele, que é amor,


Caio
4 de fevereiro de 2009
Lago Norte
Brasília
DF





sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Uma confissão de fé...

A Graça é dom de Deus, apropriado pela fé, que também é Graça (Ef 2.8,9), pois, é também dom de Deus (At 11.18; 2Tm 2.25); a qual se origina do trabalho do Espírito Santo na consciência-coração humano (Jo 15.26), pela revelação da Verdade (Jo 14.6; 1Jo 2.27-29), que é Cristo Jesus; o qual é o Princípio e o Fim – Alfa e Ômega – de toda relação de Deus com a criação e todas as criaturas (Rm 8.18-25; Cl 1.15-20; Ef 1.10,22; Ap 1.8), visto que Ele se-fez-foi-feito-em-si-mesmo (Jo 10.18; 1Co 15.27,28) o Cordeiro imolado antecipadamente pela culpa da criatura e de toda criação, antes da fundação do mundo (1Pe 1.19,20); sendo que, entre os homens, Sua manifestação histórica se realizou na Sua encarnação, morte, ressurreição e ascensão acima de todas as coisas (Fp 2.9); e, foi Ele, o Cordeiro de Deus, quem estabeleceu que por Sua Graça se pode ter Vida (Rm 8.2; Jo 10.10); e, isto, não é tão somente algo que se manifesta dos céus para a terra, mas também entre os humanos na forma de duas tomadas de consciência: a primeira é que quem recebeu Graça não nega Graça, pois, quem foi perdoado tem que perdoar (Mt 6.12); e, em segundo lugar, mediante a cessação dos julgamentos entre os homens, visto que, quem foi absolvido pela Graça de Cristo já não se oferece para ser juiz do próximo (Mt 7.1,2; 18.21-35); antes pelo contrário, tal percepção induz a caminhar na prática das obras preparadas de antemão para que andássemos nelas (Ef 2.10), sendo sua maior expressão o amor com que devemos nos amar uns aos outros (Rm 13.10); e, sendo assim, para tais pessoas, guiadas pelo Espírito da Graça, a germinação de seus corações na fé em Jesus, gera o fruto do Espírito que torna toda Lei obsoleta e desnecessária para a consciência que recebeu a revelação do Evangelho (Gl 5.23). O resto é invenção humana para diminuir a Loucura da Cruz e o Escândalo da Graça (1Co 1.18-23).

Senhor, leva-nos a compreender que a Tua Graça nos basta nesta caminhada!

Caio

Extraído do livro "O Enigma da Graça", pags. 23 – 24.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O Deus do Evangelho é escandaloso - Parte II e III



Resposta ao texto “O Deus do Evangelho é escandaloso” postado aqui mesmo no blog:


------Original Mensagem-----------------

Date: Thu, 22 Jan 2009 13:07:29 -0200

Subject: Re: Ministério Juliano Marcel - Graça & Vida 2

From: Vanessa Chagas

To: Juliano Marcel


Salvação é 0800





Realmente... Quando se fala em Deus, pensamos logo na "igreja".






Deus não é funcionário público, para que possa apenas ser encontrado no departamento público chamado IGREJA, de tantas a tantas horas, em tais dias da semana.






Qual era o cargo que Jesus ocupava no templo? Jesus, até ia no templo, e era exatamente lá que ele menos operava, menos curava, menos pregava. Mesmo por que, geralmente lá, ele não era muito bem aceito. Algum "pecador" que já teve a má sorte de estar sob a mira do olhar de um crente salvo, sabe do que eu estou falando. Chega ser cômico! Jesus devia passar por esta.






A única vez, que eu tenho conhecimento que Jesus teve raiva, foi exatamente no templo, devido ao comércio que estava existindo alí. Estava e está. Os pombos, ainda estão sendo vendidos e comercializados dentro desta instituição.Eu quero entender ainda, o que é que tem haver Jesus com religião? Que comunhão há entre Deus e a santa "igreja?







IgrejaEu conheço uma mulher que ainda é membro de uma igreja. Há mais de vinte anos atrás, ele teve uma crise no casamento, e acabou chegando ao adultério. Para seu mega azar, algum "irmão" de igreja teve conhecimento do fato e ao invés de tentar ajudá-la, expôs o fato para a sacrossanta congregação.






Ela sofreu todas as penalidades previstas no sacrossanto Código de LEIS doutrinárias, da congregação que ela ainda pertence. E ainda hoje, mais de vinte anos depois, ela continua sem ter o direito de se sentar durante os cultos, ao lado do marido, que por sinal, já concedeu perdão a ela...







O Deus Que a Igreja Prega A palavra de diz que se arrependermos e confessarmos nossos pecados ele é justo para nos perdoar. Sei que esta mulher já se arrependeu, porque ela mudou seus caminhos. Todos os anos que se passaram, provam isto.O marido dela já concedeu perdão a ela, pois continuam juntos e felizes.A Contituição, que é o conjunto de leis criadas pelos homens, nem a julgou.







Provavelmente Deus foi o primeiro a perdoá-la.Mas a "igreja" que prega esta palavra de Deus, ainda não concedeu perdão a ela.
Ela se desviou do caminho dentro de uma sociedade chamada casamento e feriu o coração de um homem.A "igreja", adultéra a palavra de Deus, a imagem de Deus, o amor de Deus, o perdão de Deus, a graça de Deus, a salvação de Deus... Destruindo o coração de muitos homens.
Se a "igreja" é parte essencial da vida de qualquer cristão, e se precisarmos ir ou estar dentro de uma igreja para encontrarmos Deus, a bíblia é uma fraude!
Em qual "igreja" estava Noé, quando Deus o encontrou e o salvou, com toda sua família das águas do dilúvio?






Em qual "igreja" estava Abraão, o pai da humanidade, quando Deus o encontrou? Foi dentro de qual "igreja" que ele desenvolveu comunhão com Deus e cumpriu seus caminhos?






E Moisés? Foi no culto dos domingos que Deus o encontrou? E quando no deserto, passou a existir a tenda da congregação, vale ressaltar que a tenda andava com o povo, levada pelo povo, para onde quer que eles fossem.






E Gideão, Jefté, entre tantos outros? O próprio Davi...






Onde estava Maria quando o anjo veio lhe anunciar o nascimento de Jesus? Estava na "igreja"? Eu estou falando, mais realmente não sei. Creio que se estivesse, teria ela sido crucificada.
O próprio Paulo de Tarso, onde ele estava?






João Batista! Nascido de mulher, nenhum houve como ele. Onde ele realizava a obra de Deus?
Contudo, acho a "igreja" essencial, principalmente para os servos de Deus. Acho que todos que conseguem conviver com a "igreja", estão confortavelmente sob o peso da LEI. Deus é misericordioso, gente! Por isto ainda existe "igreja". Para que quando ele ti despertar, você tomar pavor dela!






Mais temos que ter misericórdia de quem está dentro dela e visitá-los. Afinal é pré-requisito para a salvação que visitemos os presos.






É como um filho que mesmo já estando adulto, persiste em não sair de dentro da casa do pai, vivendo sob a autoridade paterna, cumprindo as regras da casa, como se ainda fosse criança. Pois ali é um mundo restrito, mais conhecido. E no mundo que há fora daquela casa, ela não sabe o que vai encontrar.






A verdadeira salvação consegue penetrar bem pouco dentro da "igreja". Eu creio que para sermos curados e restaurados, precisamos tirar as máscaras e perdermos o medo de mostrar e assumir quem somos. O que já é um trauma! Pois somos criados exatamente para ocultar quem somos.






Vivemos nossos dias de Batman, que só aparece mascarado, ninguém o identifica quando ele mostra a face verdadeira.Recebemos a educação do "é feio"! No cotidiano da família, comemos em pratos muitas vezes com as "beirolas" lascadas. Os copos? Aqueles de massa de tomate. O armário está cheio de pratos lindos que só serão utilizados, no dia que tiver visita. O "diabo" da visita tem que comer no prato bonito, beber no melhor copo, usar os melhores lençóis, dormir no quarto melhor... E ai de quem não estiver satisfeito! É a visita!E quando nós é que somos a visita? Pode esquecer de por na mala, aquela camiseta furada que vc tanto ama.






Vivemos nos fantasiando! Para cada ocasião, uma fantasia. Um dia deste fui numa festa. Visto que moro do lado de um hospital, pensei seriamente em pedir a ambulância, que fosse me resgatar. Meu pé estava em estado de penúria. Cada bolha com mais água que Santa Catarina... E eu lá! Em cima do salto. Só Deus sabe como estava me sentindo... Tudo em prol da boa imagem! Ééééé... Tirar as máscaras fora da "igreja" já não é fácil e piorou dentro dela.
Se tirarmos as capas dentro da igreja, somos excluídos e rejeitados e castigados, como se o autor da salvação, não conhecesse nosso coração bem melhor que nós. Não é puro que poucos Jesus curou dentro das poucos na "igreja" da época dele e milhares fora dela.






Jesus quando chamou seus discípulos para com ele caminhar, não os levou para a "igreja". E quem o seguia tinha que largar suas seguranças, sabendo que ele não tinha "ninho"... Está escrito!






A minha verdade, é que sei que a "igreja" não vai me aceitar como sou e Deus me ama como sou. E se ele me ama como sou, porque tenho que mudar? Quem sou eu para servir a Deus? No máximo eu consigo ser filha. Sou inadequada demais para ter um compromisso com Deus e com a obra dele.






Quantas vezes, eu estava na igreja que eu ia sem ter compromisso, claro! E começava em meu pensamento a orar: _ Deus, tem misericórdia! Que hora que acaba este culto, para eu ir correndo para o boteco de Neguinho beber minhas cervejas? Será que isto é errado? Será que estou alimentando as carnalidades? Claro que sim! Mas se eu não alimentar minha carne, eu morro! Por que ela também faz parte de mim. Assim como não alimentar meu espírito eu morro. Ele também sou eu.






A graça de Deus me concede esta dádiva...A dádiva de viver, tendo a certeza que certo é aquilo que para mim particularmente e de forma individual é certo. A salvação é individual!
Por que o que para mim é certo, Deus escreveu dentro do meu coração e o que para mim é errado, ele transforma. Ele. Eu não! Enquanto isto, vou vivendo em paz! Quem tem o conhecimento do bem e do mal?






Deus me concede a dádiva de viver sem ter que carregar o peso do estereótipo da sociedade. Que está matando todos com suas exigências. Não é só a "igreja" com seus modelos que está destruindo a essência singular de cada criação.






Isto é salvação e graça. Nesta viagem não existe um roteiro. Você não sabe para onde vai e nem o que vai fazer, e nem onde vai chegar. Por isto é difícil aprender a caminhar na graça.
A minha dificuldade particular é ter que confiar e seguir um caminho que não conheço, simplesmente aceitando que quem me conduz, quer e fará o melhor por mim, para mim e em mim. E que eu não posso fazer isto por mim.Só através do entendimento da graça, é que somos salvos.









A maior dificuldade de viver na graça é aceitar que não somos capaz...






Resumindo: Salvação é 0800!







Vanessa.



_________________________

Resposta




Mana amiga Vanessa,






Essa foi boa..... rsrsrs... muito boa!






Gostei da síntese: Salvação é "0800" - é de graça!






Esta é a verdade na qual vivemos pela fé, e para os da "igreja" aceitar e condicionar a fé deles nessa forma é que é quase que impossível. Digo quase, porque as impossibilidades humanas fazem parte das possibilidades divinas, daí ainda ter chance deles - os da "igreja" - poderem ser alcançada por esta graça.






Porém, só alcançarão e viverão esta graça, quando na medida da fé de Pedro, sobre a autoridade da Palavra de Jesus, se lançar pela fé a caminhar sobre as impossibilidades humanas - o andar nas águas - , e assim, poder dar cada passo sabendo que quem nos mantém e "banca" o caminho é Ele - Jesus!






Daí o caminhar do Evangelho ser escandaloso. Escandaloso porque nós é que queremos bancar o nosso próprio caminho; nós é que queremos poder olhar e ter certeza de onde estamos colocando nossos pés; nós é que queremos pagar para poder ter algum direito; nós é que achamos que podemos com nossos esforços bancar alguma coisa no caminho.






Mas na verdade, não podemos bancar nada, não conseguimos bancar coisa nenhuma, nem a nós mesmo a respeito de nós mesmos e de nossa salvação!






Assim sendo, o que nos resta é confiantemente nos lançarmos à loucura do caminhar sobre a Palavra daquele que nos bancou, nos banca e nos bancará na nossa caminhada - Jesus!






Abraços, é fique firme nesta fé! Pois Deus te tem sido revelado nesta simplicidade, que é só sua, em particular!!!






Afinal, a salvação é 0800!!!!!!!!!






Receba meu carinho!





Juliano Marcel





22/01/09





Bragança Paulista-SP





juliano.marcel@ymail.com





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Parte III:
---------Original Messagem--------------


Date: Thu, 22 Jan 2009 18:40:08 -0200

Subject: Re: Re: Ministério Juliano Marcel - Graça & Vida

From: Vanessa Chagas

To: Juliano Marcel

Olha amigo,


Em relação a salvação 0800, até eu ri muito, quando isto me veio na mente.


Uma coisa quero que fique bem claro. Esta é minha maneira de ver hoje. Sobre tudo que escrevi, é o que penso hoje. O que não significa que amanhã pensarei do mesmo jeito, e que o penso não serve de estrada para ninguém. Pois, isto também é graça e promessa de Deus. Em Ezequiel 34 ele diz que ele mesmo apascentará suas ovelhas. E ele também diz que colocará suas leis em nossos corações. E eu creio, que ele faz isto, segundo o projeto que ele tem na vida de cada um. Por isto, eu prego a bíblia. Cada um busque Deus na sua palavra. Mas também não custa nada compartilhar as dúvidas e loucuras com os amigos, né? Hahahahahaha... Assim como você, Deus já me mostrou coisas dentro da bíblia que eu ficava horas pensando: _Eu não estou vendo isto! Isso é coisa da minha mente insana! Estou enlouquecendo e não tem ninguém para endoidar comigo.


Agora eu gosto muito de você, por que eu tenho algo em comum com você. Pelo menos de uma coisa temos certeza. Que este é o caminho da Graça. Enquanto muitos, por não estarem dentro das "igrejas", não reconhecem a graça e não só são classificados como se sentem desviados. Como de fato, estão. Pois pensam, que sem "igreja"... Sem Deus. Estes realmente creio que são o alvo de pessoas como você e eu. Sem contar que você tem conhecimento de todos os conflitos que esta estrada proporciona.


Eu tenho meditado muito em sermos imagem e semelhança de Deus. Quanto a imagem, tudo bem, agora quanto a semelhança... Hahahahaha


Complicado! Isto significa que tudo que sentimos, Deus também sente? Só que os sentimentos dele já foram domesticados, né?


O que você pensa sobre isto?


Tenho pensado também que tudo que há em nós é saudável e necessário, desde que estejam no nível certo. Como nos exames de laboratório... Nem mais e nem menos. Colesterol, glicose... Tudo dentro do limite. O que você pensa?


Um abração!


Vanessa




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Resposta:




Amiga Vanessa, graça e paz!


Realmente esta parte - imagem e semelhança - tem causado muitas discussões teológicas no meio chamado cristão.


Se fosse falar conforme as teologias sistemáticas eu teria uma grande experiência teológica para expor com muitos argumentos e diferentes formas de entender e definição do "imagem" e "semelhança" que Gênesis nos apresenta do ápice da criação - que é o homem.


Porém, penso que este não seja seu interesse, muito o menos o meu, de ficar escrevendo parágrafos e mais parágrafos sobre tal tema.


Assim sendo, de forma resumida, e compreensão particular e pessoal, digo que ser à imagem e semelhança de Deus, é carregar no cerne do ser a possibilidade de entender, compreender, amar, e fazer o bem, como Deus o faz.


Afinal, na primitividade, o homem fora criado com uma possibilidade e condição de transcendência e entendimento e aberto às Verdades do Eterno e da criação, de forma que o salmista vem e diz que o homem foi criado um pouco menor que os anjos.


Assim, com a queda, o homem perdeu a capacidade de usar toda a sua integralidade de ser, sentir e agir.


Em Jesus, somos chamados a ser novamente à imagem e semelhança de Deus, quando Ele diz que devemos perdoar assim como Deus já nos perdoou. Devemos fazer o bem independente de quem seja - seja boa ou má a pessoa beneficiária do nosso bem - porque Deus derrama chuva sobre bons e maus, e faz nascer o sol sobre justos e injustos.


Se Deus não faz acepção de pessoas, e sua misericórdia se estende à todos indistintamente, o nosso dever, após compreender o Evangelho, e o chamado de Jesus pra nós é justamente este - nos tornar-mos imagem e semelhança de Deus "em Cristo". Pois devido à queda, somente em Cristo conseguiremos ser e agir assim.


O chamado do Evangelho, é este: "Nos tornar-mos imagem e semelhança de Deus, conforme sua própria natureza encarna em Cristo Jesus"!


Uma única coisa: Deus não sente como nós sentimos, e muito menos teve seus sentimentos domesticados.... rsrsrs


Aliás, tudo o que Ele sente, somos incapazes de sentir. E tudo o que sentimos, Ele entende e compreende porque diz-nos a Bíblia que em tudo Ele foi tentado e experimentado. Homem de muitos trabalhos. Assim sendo, Deus conhece o que sentimos. Porém a forma que Ele sente não nos é discernível. Afinal, nunca conseguiremos conceber uma idéia de sentimento como o de Deus.


Uma evidência básica e clara pra nós, que nos foi apresentada nas Escrituras, é que Deus é amor, e Ele nos ama. Somente este "sentir" do amor e este expressar do amor de Deus já nos é indiscernível. Não conseguimos equacionar a dimencionalidade deste amor e suas minuciosidades!


Assim, o que me resta, é saber que Ele me ama. Além do que imagino e conheço sobre o amor.


E em nós, creio que sim. Tudo existe dentro de um limite. Tudo o que é dosado faz bem, tudo o que exagerado e exacerbado faz mal. E tudo o que é em escassez faz mal também. Então, somos chamados a viver uma vida balanceada Nele. Ele é a base de entendimento do que em mim está em excesso ou em escassez.


Ok!?


Receba meu carinho!


Na graça Dele,


Juliano Marcel

"...o amor não se alegra com a injustiça,
pois sua felicidade está na verdade..."
(Paulo de Tarso 1 Co 13:6 - V. KJ)

skype: juliano.marcel



*Acesse blog do Caminho da Graça Estação Bragança Paulista/SP:

Graça&Vida Com-vivência

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O Deus do Evangelho é escandaloso

Quando se pensa em Deus, a primeira coisa que nos vem a mente, é a relação dEle com a “igreja”. Há uma associação direta de Deus e a religião, de modo que não concebemos um Deus fora da religião. Um Deus que age, existe e trabalha fora das quatro paredes da “igreja”.

Um Deus que não é como a religião nos apresenta, é difícil de aceitar.

Por isso, quando dizemos que Deus age e opera fora e independentemente da “igreja”, muitos – os de dentro ou os domesticados da “igreja” – se escandalizam.

Escandalizam-se por várias razões:


1 – Porque não se concebe um Deus fora da “igreja”;


2 – Porque um Deus fora da religião não é palmilhável nem discernível conforme as explicações teológicas;


3 – Como explicar ou entender a liberdade de ação e interação de Deus com o homem fora da “igreja”?;


4 - Porque a “igreja” domesticou todos quantos estão debaixo de suas doutrinas e teologias, de forma, que se Deus não for conforme ela diz ser, e se Deus não agir conforme as explicações que ela dá, Deus deixa de ser Deus;



Estas são as razões básicas. Após estas, podemos ver muitas outras.


A “igreja” na verdade não nos apresenta um Deus, e sim, nos apresenta uma entidade que se limita aos caprichos, desejos, vontades, e manipulações humanas; ainda mais, daqueles que arrogam para si a autoridade de intervenção nos céus e no mundo espiritual.


Conceber um Deus fora dos padrões da religião é terrível.


Terrível porque nos lança nas incertezas de uma vida pela fé.


Terrível porque nos tira da nossa zona de conforto, e nos faz caminhar no chão da vida crendo no indescritível e no inadmissível aos olhos da “igreja”.


Terrível porque nos coloca ante ao espelho onde nos enxergamos como nós verdadeiramente somos – seres destituídos da glória de Deus e incapazes de salvar a si mesmos.


Terrível porque não nos é dado os passos do Divino, de forma que não conseguimos compreender as multi-formas as quais Ele usa, caminha, e age na vida dos humanos.


Terrível porque se entregar a uma fé na qual não possa saber e conhecer de ante-mão onde vai chegar, pisar, ver, tocar, é angustiante para os filhos da religião.


Terrível porque geralmente queremos limitar a graça de Deus, entregar a quem nos convém, pois cremos que nós sabemos melhor do que Deus quem merece e quem não merece ser alcançado pela graça.


Terrível porque tudo o que cremos a vida inteira, descobrimos que pode ser uma meia-verdade, e se é uma meia-verdade não é uma verdade-inteira, assim sendo, mesmo que sendo uma meia-verdade passa a ser uma mentira-completa após a revelação e o discernimento da Verdade do Evangelho.


Terrível porque Deus é terrível. Terrível são os Seus feitos ante os olhos humanos.


Assim, para muitos, é mais fácil ficar no chão da religião onde as coisas são palmilháveis e Deus é compreensível, discernível, tangível, um ser que tem seus passos meticulosamente compreendido pelos teólogos, do que se entregar na fé que nos faz caminhar no absurdo da vida. Crer sem ver. Acreditar sem tocar. Possuir sem ter. Se saber do Reino habitando o mundo; enfim, do que se entregar a loucura do Evangelho em-por-para mim.


Os da “igreja” não consegue aceitar a integralidade, dimensionalidade, totalidade e abrangência da Graça de Deus por nós.


Pensam: “Não é possível que seja tudo isso!”; “Não acredito que seja desta forma!”; “Não é assim que aprendi!”; “Jesus não estava dizendo neste sentido!”; “Não foi isso que Paulo quis dizer!”.


Estou mentindo?


Você sabe que não!


Por esta razão Paulo disse que somos reputados como loucos por amor a Cristo. Sim, loucos, pois, somente loucos acreditam no significado visceral da Cruz. Somente loucos aceitam a pregação da loucura da Cruz. Somente loucos aceitam que tudo está consumado – Tethelestai. Somente loucos se sabem mais que vencedores por aquEle que nos amou. Somente loucos discernem e descansam nesta certeza. Somente loucos são capazes de abaixar a guarda e se entregar de peito aberto a esta verdade. Somente loucos sabem que não estamos caminhando para conquistar nada no céu, pois, caminhamos para aquilo a qual Cristo já conquistou pra nós, de forma que nosso caminhar não é neurótico, antes, é um caminhar de gratidão se sabendo conquistado de Deus.


Neste sentido, sou um extremo louco.


Nesta fé é que me entrego a Ele! Nesta fé é que me relaciono com Ele. Neste fé é que descanso nEle.


Desta forma, a pregação do Evangelho da Graça assusta a muitos, porque estão acostumados a ouvir tantas coisas diferente nas “igrejas” que quando ouvem as verdades do Evangelho ficam apavorados ante a esta liberdade que ela nos propõe.


Liberdade de ser, de estar, de se relacionar, de ir e vir, de caminhar livremente, de se aceitar como se é, de compreender sua própria natureza, enfim, liberdade para ser livre em Cristo.


Por isso é que quem não tem auto-percepção da sua própria queda, jamais estará aberto para a significação da Graça em e para nós.


O pastor Caio disse algo que é verdade: “Os seres mais cínicos que existem em relação ao Evangelho são os que serviram e se envolveram com os bastidores da 'igreja'."


Os que foram domesticados pela “igreja” se escandalizam com o Evangelho da Graça. Os que já atuaram e conhecem os bastidores da “igreja” tornam-se impermeáveis, cínicos, indiferentes e de-sensibilizados para com a Verdade do Evangelho.



Qual Deus você tem servido? O da religião ou o Deus do Evangelho revelado em Jesus Cristo?


Pense nisso!


Na graça Dele, por cuja loucura sou salvo e aceito em amor e graça!


Juliano Marcel

Bragança Paulista-SP

21/01/09

juliano.marcel@ymail.com

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domingo, 4 de janeiro de 2009

O que espero de 2009?

Ao olhar para o ano que passou, os encontros, os problemas, as circunstâncias, as dificuldades, as amizades, as traições, as calúnias, as mentiras; o que esperar deste ano de 2009?

Bom.... se eu for olhar somente o que passou, sem colocar minha esperança na fé em Cristo, não há o que esperar de bom. Olharei somente aquilo que é mau em mim, e na medida das projeções que farei de mim mesmo sobre os outros.

Em 2008 passei por muitas coisas em minha vida. Fui traído por quem não esperava. Soube que pessoas as quais nunca imaginei falaram coisas terríveis sobre mim sem ao menos procurar saber a verdade. Passei por problemas pessoais, os quais me colocaram frente-a-frente comigo mesmo, no qual me questionei, me auto-avaliei, e me vi no chão, caído e esborrachado, pisado e como um cão ferido levando pauladas, assim me senti, porém, enquanto me sentia assim, me vi também sendo cuidado por Deus.

Senti as mãos de Deus sobre minha vida. Percebi a voz de Deus bem suave em meu coração dizendo: “Estou te moldando como o oleiro molda o vaso”. Uma voz suave, como a voz que no silêncio explodiu no peito do profeta Elias na porta da caverna.

Discerne-se a voz de Deus não em muitas gritarias; não em muitos barulhos; não em meio à tempestade, nem ao fogo, nem no trovão, nem em lugar nenhum, senão, na singularidade e simplicidade do soprar de uma brisa leve e silenciosa do vento. Assim é a Voz que traz certeza e afirmação em nós.

Nesta hora, todas as duvidas que foram levantadas são extinguidas. Todas as acusações são colocadas por terra. Todo escrito de dívida é rasgado por Aquele que na Cruz por mim morreu. O que resta? É a certeza da justificação por meio de Cristo Jesus diante de Deus.

Sendo assim, o que espero de 2009?

Espero que possa estar mais sensível à Voz. Espero que possa serví-Lo em simplicidade. Espero que possa ser-Lhe útil fazendo o bem. Espero que nunca suba ao meu coração a arrogância de se perceber auto-suficiente. Espero sempre me lembre que se estou em pé, é porque Ele me pegou pela mão direita e me colocou em pé, e me sustenta pela sua Graça. Espero nunca esquecer que somente a Sua Graça me basta. Espero lembrar-me que tudo posso naquEle que me fortalece. Nele, posso ter e não ter; estar nu ou vestido; ter em abundância ou padecer necessidade; pois, nEle aprendi o contentamento, aprendi a viver contente em qualquer situação, e por isso, posso tudo naquEle que me fortalece.

Espero que os homens se percebam carentes da graça de Deus. Espero que os “cristãos” se convertam ao Evangelho. Espero que possamos ver pastores convertidos. Espero encontrar pastores que saibam o que é o amor, e em sabendo, possam expressar em ações este amor que discerniu no coração, e fazer o bem às pessoas.

Espero que possamos ver esta Doce Revolução se espalhando em todos os lugares e sumindo no meio do mundo dando sabor como o sal, e iluminando a todos como a luz em simplicidade e fé.

Espero que os Caminhantes a cada dia se percebam mais carentes da Graça de Deus. Espero que nunca se esqueçam da Cruz, e que nela, um Justo sofreu e morreu por amor a nós.

Espero poder encontrar um pouquinho de justiça nos homens. Espero poder ver a discriminação sexual sendo superada e poder ver pessoas sendo tratadas como gente.

Espero que a guerra homofóbica cesse, e que homossexuais possam ser tratados com dignidade, pois antes de mais nada, são seres humanos carentes da Graça de Deus como eu e você, e que eles possam encontrar o verdadeiro sentido pra sua vida, e significado em Deus, se percebendo indivíduos segundo sua própria natureza – homem e mulher – e assim, assumindo aquilo que verdadeiramente são, pelo poder da Palavra de Deus. Pois somente o poder da Palavra de Deus liberta, transforma e muda comportamentos, sentimentos, e opções pessoais.

Espero poder encontrar com companheiros que simplesmente queiram amar. Amar a esposa; amar o marido; amar os filhos; amar os pais; amar amigos; amar aqueles que se colocam como nossos inimigos; amar os que nos fazem o bem e os que nos fazem o mal; amar os necessitados; amar simplesmente por amor.

Amar como fui amado. Incluir como incluído fui. Perdoar como perdoado fui. Atender assim como fui atendido. Ser generoso como por generosidade Ele agiu em mim. Acolher como por Ele acolhido fui.

Enfim, espero ser mais humano, e menos “cristão”. Espero conseguir abdicar de minhas próprias guerras, para poder viver o Reino do Amor na minha vida, aqui e agora.

Espero que você experimente este amor com a qual fomos amados.

Espero que você ame mais, perdoe mais, que se vingue menos, que se ire menos, que seja mais generoso, mais bondoso; que expresse sua verdadeira humanidade como nunca antes.

Espero que vivas um 2009 verdadeiramente em amor, como em amor somos chamados a viver Nele.

Na Graça Dele, que me fez perceber a mim mesmo, um miserável apaixonadamente rendido pela Sua Graça.

Feliz 2009.

Juliano Marcel
04/01/09
Bragança Paulista – SP
juliano.marcel@ymail.com
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

A revolucionária e marginal natureza do Natal


Os textos chamados natalinos são todos de natureza revolucionária e marginal.


José é maior que o machismo, e aceita sua mulher, sem poder explicar para ninguém a gravidez dela (isso se alguém tivesse descoberto), mas apenas aceita o testemunho de um anjo, e, ainda pior: num sonho. José torna-se marginal. Deflagra as chamas da revolução da dignidade.



Os magos do oriente chegam conforme a Ordem de Melquizedeque, pois, sem terem nada a ver com a genealogia de Abraão, seguem uma estrela que anda no interior deles, e, caminhando nessa simplicidade discernem aquilo que os teólogos de Jerusalém só sabiam como "estudo bíblico". Os que tinham a Escritura (os escribas), não tinham a Revelação. E quem nada sabia da Escritura tinha sabido o necessário acerca do Verbo pela via da Revelação. Uns sabiam o endereço: "Em Belém da Judéia…", mas não tinham a disposição de sair do lugar… amarrados que estavam à idéia de que conhecer o texto leva alguém a qualquer lugar. Já os que perguntavam (os magos), estavam no caminho… seguiam… e são eles os que chegam onde Jesus estava. Eles dão testemunho do potencial revolucionário do Evangelho para qualquer alma da Terra. Esta é a revolução supra religiosa, conforme a Ordem de Melquizedeque.



A velha Isabel dá a luz um filho. Seu velho marido não pode nem contar a história, pois fica mudo. É a revolução dos estéreis e mudos.



O rei dos judeus não tem onde nascer! Esta é a subversão dos poderes!



Pastores distraídos são visitados por miríades de anjos—e eles representam os homens de boa vontade. É a marginalidade da Glória!



Nenhum dos sábios de Jerusalém discernem o Príncipe Eterno quando seus pais o levam ao templo para a circuncisão, mas apenas uma profetiza velha e um ancião sem significado religioso. A revelação não sabe os nomes dos sacerdotes!



Ou seja: a começar da Encarnação como Natal (nascimento), o Evangelho é para aqueles que não se esperava que fossem discerni-lo.



A Revelação é quase sempre marginal!



Os grandes atos de Deus não acontecem em Palácios, mas em choupanas e estrebarias. E a voz mais veemente do natal é a voz da virgem, da Maria simples, e que troveja a justiça de Deus sobre as nações. Ela é quem anuncia a grande subversão divina. E faz isto como um Cântico.



Dedico este texto a todos os que hoje se sentem afastados da religião, e que ainda carregam a culpa de assim estarem afastados.



Deus não é oficial. A vida não é oficial. O amor não é oficial. A Graça de Deus é sempre subversão e marginalidade. Na oficialidade são feitos os julgamentos. Na marginalidade explode a vida.



Abra seu coração e siga o Guia, conforme os magos. Seja generoso como José. Corajoso como Maria. Fértil como a estéril Isabel. Convicto como o mudo Zacarias. Alegre como aqueles que são acordados nos campos pela voz de anjos. Capaz de antever a salvação como esperança mesmo que você seja velho como Simeão e idoso como Ana.



Nas narrativas do Natal nas Escrituras não são as pessoas que vão a Deus, mas Deus que vai às pessoas.



O Natal acontece como afirmação de que em Jesus, Deus se reconciliou com os homens. Assim, não se sinta excluído, pois, eu sei, nestes dias, Deus enviará corais de vozes interiores, e nos ajudará a discernir o caminho interior da estrela, e nos fará contentes com a Graça de Hoje, e que será a esperança de amanhã, para nós e para todos os humanos.



No Natal Jesus é a alegria dos homens!


Fonte: www.blogcaminho.blogspot.com


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Feliz natal a todos!


Juliano Marcel

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Carta aberta do Juliano Marcel: Repensando nossos encontros

Gostaria apenas de poder agradecer a todos que direta ou indiretamente estiveram ao meu lado neste ano, e fazer algumas considerações:

Agradeço em especial à minha esposa Cláudia: amor, você faz parte da minha vida de forma que já não me percebo um ser sem você! Te amo demais, e gostaria de pedir perdão por meus erros – que não foram poucos – mas que me ensinaram como não agir da mesma forma. Perdão por palavras que de alguma forma lhe feriram o coração. Perdão por atitudes que expressaram intenções erradas. Perdão por estar desatento às suas necessidades. Perdão por não conseguir ser perfeito e preencher e satisfazer a você de forma plena. Me perdoe minha amada. Com você tenho aprendido que por mais que eu tente ser perfeito, sempre vou me ver errando, e sempre vou necessitar do seu perdão e compreensão.

Com você aprendi que sempre há uma esperança; aprendi que nunca é tarde demais para perdoar; aprendi a ser homem; aprendi como realidade em nossa existência que sempre após uma noite de trevas sem luz, há o resplandecer de um novo dia; e repito aqui uma frase que disse na igreja quando comemorávamos seis anos de casado: “Aprendi que se duas pessoas ficam juntas, mesmo tendo se ferido, não é porque elas esquecem, e sim, porque elas aprenderam a perdoar”.

Obrigado por ser quem é, e por compartilhar da minha existência.

Agradeço à minha filha querida Ana Júlia: florzinha, você verdadeiramente é um presente de Deus pra mim. Com você tenho aprendido a ser pai, e a entender como o Pai nos ama incondicionalmente. Aprendi a satisfação e o êxtase de poder dar uma boa gargalhada contigo. Aprendi a fazer comidinha de mentirinha. Aprendi a trocar roupinha de suas bonecas. Aprendi a ser criança novamente, e pude ver quão bom é crer que o Pai sempre nos fará o bem. Te amo minha flor. Por você dou e daria a minha vida, para poder te ver feliz.

Peço perdão a você também, porque nem sempre tenho razão. Perdão por brigar demais; por implicar demais; por ficar bravo demais; por te magoar, e por fazer você chorar em várias ocasiões. Saiba que minha intenção nunca foi o de te magoar, porém, apesar dos erros, busquei sempre acertar, mesmo quando errei pensando estar acertando. Me perdoa meu amor. Te amo muito, muito e muito minha florzinha.

Agradeço aos meus familiares, embora todos estejam distantes, porém, sei que de alguma forma me carregam na lembrança e desejam o meu bem, como assim desejo o bem a todos eles. Agradeço também a minha outra família – sogra, sogro, cunhados – que sempre estão à minha disposição para o que precisar. Amo todos vocês.

Agradeço aos amigos que de pertinho e de longe tem um carinho especial por mim. Agradeço a Deus por vocês existirem em minha vida. Com todos, de alguma forma, aprendi muitas coisas, principalmente sobre mim mesmo.

Agradeço àqueles que também de alguma forma me fizeram mal. Falaram de mim, mesmo quando sem saber, estavam falando do que não era e nunca foi verdade. Caluniadores, traidores, e amigos da onça, porém, ainda assim, amigos. Estes são aqueles a cerca de quem Jesus disse que temos que amar. Mesmo quando estes o estapeiam o rosto. Assim sendo, agradeço a vocês também que mesmo desejando o meu mal, me fizeram um bem. Porque tenho plena certeza que tudo coopera para o bem, está escrito, daqueles que amam a Deus.

Sendo assim, obrigado por me fazerem o mal, pois Deus o transformou em bem pra mim. Afinal Ele é que sabe qual o bem que é bom, e qual o mal que é um mau, e qual um bem que pode ser mal, e qual o bom que pode ser um mau. Isso cabe a Ele fazer por mim.

A você, digo, obrigado! Resta-me orar, e se um dia vocês entendessem e soubessem qual foi o mal que me fizeram, e caindo em si, ter o desejo de pedir perdão já antecipo – ESTÃO TODOS PERDOADOS, em nome de Jesus.

O que quero, é deixar que este ano que se passa leve consigo todas as minhas lágrimas pela integridade ferida, pelas acusações sem provas, pelas palavras que como flechas feriram meu peito, e que fiquem no passado, como este ano ficará. Ficando apenas em mim as lembranças e as cicatrizes, sejam elas de alegrias ou de dor, porém, elas sempre ficam para testemunhar da minha humanidade, e da soberania de Deus em minha vida, me fazendo lembrar quem sou, e quem Ele é em mim.

Isto posto, quero desejar a todos vocês que me lêem no blog, que me mandam e-mail’s, que me visitam no orkut, que estão próximos de mim, e que são parte da minha existência: um Feliz Natal, e um Ano Novo cheio de novidades e alegrias.

Que neste natal, ao cearem com amigos e famílias, não se esqueçam de fazer o bem, reflitam em como foram suas vidas, e se perceber que existem relacionamentos que foram abalados, que você possa refletir sobre eles, e lembrar que o Natal é dia de recomeço, de perdão, de reconciliação, pois comemora-se neste dia o nascimento de Jesus, lembrando que Deus estava em Cristo RECONCILIANDO consigo mesmo o Mundo – eu e você!

Sendo assim, se com Ele você foi reconciliado, reconcilie com seu irmão. Se por Ele você foi perdoado, perdoe seu irmão. Se dos lábios dEle procede justificação sobre sua vida, seja capaz de dizer apenas o bem sobre seu semelhante sem exercer juízo sobre ele.

Que experimente o amor, abraço e perdão neste Natal, e no ano que se iniciará.

Um beijo no seu coração, e estou aqui para te ajudar no que for necessário – a todos!

Na graça Dele em quem encontro abrigo, amor, perdão e proteção!

Juliano Marcel
23/12/08
Bragança Paulista – SP
juliano.marcel@ymail.com
www.julianomarcel.blogspot.com

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Um convite à mesa da reconciliação e do recomeço

NATAL E NOVO ANO - UM CONVITE ÀS MESAS DA RECONCILIAÇÃO E DOS RECOMEÇOS



O NATAL é a expressão encarnada do amor do Pai Eterno. É a boa noticia de Deus para os homens de todos os tempos. É a boa vontade de Deus que vira gente entre nós.

É o amor que ganha contornos humanos. É o Deus que se reparte com os povos. É o perdão que chega de maneira incondicional. É a graça que nos alcança aqui na terra e se materializa de um modo que todos podem vê-la e recebe-la.

O NATAL é o PÃO DO CÉU repartido com seres humanos para que não haja mais fome. Para que todas as mesas sejam fartas. Para que todos tenham lugar à mesa.

O NATAL é o abrir do Útero Eterno que dá à luz à VIDA e nos chama de volta para casa. Por causa do NATAL, todos estamos reconciliados com o Pai Eterno.


Por causa do NATAL, todos somos chamados à reconciliação uns com os outros. Por causa do NATAL, todos podemos recomeçar todos os dias.

Por ser assim, porque o NATAL é assim, desejo um FELIZ RECOMEÇO a você.

Se o NATAL é um convite para nos sentarmos à MESA DA RECONCILIAÇÃO, o NOVO ANO é o convite para a MESA DOS RECOMEÇOS.

Se a MESA DA RECONCILIAÇÃO é a possibilidade dos fechamentos, o NOVO ANO, é a possibilidade de iniciar um novo tempo.

Se é para um novo tempo que vamos, então, NÃO DEVEMOS LEVAR NA BAGAGEM para a viagem que será 2009 alguns itens. Quais?

Não leve os embaraços que te atrasaram em 2008. "DEIXANDO TODO EMBARAÇO " Hb 12.1

Não leve as amarguras, as magoas, os ressentimentos, os medos, as duvidas, as neuras, ódio, raiva, ira, indecisões, confusões, inimizades, tristezas, remorsos, culpas, autocomiseração, baixa estima, e...complete você...

Não leve na bagagem para 2009, arrogância, soberba, vaidades, ciúmes, orgulho, malicias, cinismo, dissimulação, hipocrisias, agendas secretas,e...tudo que lhe pesa...

Não leve..., bem, faça sua lista do que não levar para 2008.

Se é para o NOVO ANO que vamos,

O QUE LEVAR NA BAGAGEM para a viagem que faremos em 2009?


Leve a GRATIDÃO

Leve o PERDÃO

Leve FÉ e ESPERANÇA

Leve SIMPLICIDADE e LEVEZA.

Leve um coração simples.

Leve a VERDADE sempre. ( traga para a luz o que está nas trevas)

Leve a felicidade que é fruto do exercício da justiça, da pacificação, da compaixão, da misericórdia, da solidariedade, do amor exagerado.

Sem querer dar receitas prontas, mas, como encorajamento para uma vida melhor em 2009,
recomendo que:

A saúde física, emocional e espiritual sejam levadas bem a sério.

Evite o sedentarismo.( pratique algum tipo de esporte que te movimente )

Mantenha a mente arejada. ( pratique alguma disciplina que te conduza ao equilíbrio a maior parte do tempo )

Busque uma espiritualidade saudável.

Neste item, encorajo você a fugir de toda espiritualidade insensata, megalomaníaca, que só transcende, que só pensa em si mesmo, portanto, egocêntrica, egoísta, que só vive barganhando com Deus.

Prefira uma espiritualidade que te mantenha no CHÀO DA VIDA. Fuja das respostas mágicas. Tenha bom senso.

Lembrando que A SAUDE DE NOSSA VIDA ESPIRITUAL ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À QUALIDADE DE NOSSOS RELACIONAMENTOS.

Tomara você encontre uma comunidade simples com um grupo de pessoas que só buscam ser, seres humanos melhores.

O QUE VALE GANHAR O MUNDO INTEIRO E PERDER A SI MESMO?

É certo que, cuidando destes itens, o "resto" se encaixa.

É isto, FELIZ PRESENÇA NAS MESAS DA RECONCILIAÇÃO E DOS RECOMEÇOS.

Graça, paz & todo bem a você, família, amigos e todos os seus queridos.

Bjs reverentes.

Carlos Bregantim

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Epístola ao Apóstolo Paulo

Prezado Apóstolo:


Estou escrevendo para colocá-lo a par da situação do Evangelho que um dia você ajudou a propagar para nós gentios, e que lhe custou à própria vida.


As coisas estão muito difíceis por aqui. Quase tudo o que você escreveu foi esquecido ou deturpado.
Você foi bastante claro ao despedir-se dos irmãos em Éfeso, alertando que depois de sua partida lobos vorazes penetrariam em meio à igreja, e não poupariam o rebanho [1]. Palavras de fato inspiradas, pois isso se concretiza a cada dia.


Lembra-se que você escreveu ao jovem Timóteo, que o amor ao dinheiro era a "raiz de todos os males"[2]? Quero que saiba que suas palavras foram invertidas, e agora se prega que o dinheiro é a "solução" de todos os males.


Também é com tristeza que lhe digo que em nossa época poucos querem ser chamados de pastor, missionário ou evangelista, pois isso é por demais humilde: um bom número almeja levar o título de "apóstolo".
Sei que em seu tempo, os apóstolos eram "fracos... desprezíveis... espetáculo para os homens... loucos... sem morada certa... injuriados... lixo e escória" [3].
Agora é bem diferente. Trata-se de uma honraria muito grande: acercam-se de serviçais que lhes admiram, quando viajam exigem as melhores hospedarias e são recebidos nos palácios pelos governantes.


Eles não costumam pregar seus textos, pois você fala muito da "Graça" e da "liberdade que temos em Cristo" [4].
Isso não soa bem hoje, pois a Igreja voltou à "teologia da retribuição" da Antiga Aliança (só recebe quem merece), e liberdade é a última coisa que os pastores querem pregar à suas ovelhas.
Você não é bem visto por aqui, pois sempre foi muito humano, sem jamais esconder suas fraquezas: chegou até reconhecer contradições internas, dizendo que não faz o bem que prefere, mas o mal, esse faz [5].


Eles não gostam disso, pois sempre se apresentam inabaláveis e sem espinhos na carne como você.
A presença deles é forte, a sua fraca [6], eles são saudáveis, você sofria de alguma coisa nos olhos [7], eles jamais recomendariam a um irmão tomar remédio, como você fez com Timóteo [8], mas aqui eles oram e determinam a cura – coisa que você nunca fez.


Mensagem de cruz e de renúncia não é própria para esta época, consideram eles.
Você dizia que por amor de Cristo perdeu "todas as cousas" considerando-as refugo [9]... As coisas mudaram, irmão. Agora cantamos: "Restitui, quero de volta o que é meu!".


Vivo em uma cidade que recebeu o seu nome, e aqui há um apóstolo que após as pregações distribui lencinhos vermelhos encharcados de suor, e as pessoas levam pra casa, como fizeram em Éfeso, imaginando que afastarão enfermidades [10].


Sim, eu sei que você nunca ordenou isso, nem colocou como doutrina para a igreja nas epístolas, mas sabe como é o povo...


Admiro sua coragem por ter expulsado um "espírito adivinhador" daquela jovem [11], embora isso tenha lhe custado à prisão e açoites.
Você não se deixou enganar só porque ela acertava o prognóstico.


Hoje há uma profusão de pitonisas e prognosticadores no meio do povo de Deus, todavia esses espíritos não são mais expulsos, ao contrário, nos reunimos ansiosos para ouvir o que eles têm a dizer para nós.


Gostaria de ter conhecido os irmãos bereanos que você elogiou.


Infelizmente, quase não existem mais igrejas como as de Beréia, que recebam a palavra com avidez e examinem as Escrituras "todos os dias para ver se as coisas são de fato assim"[12].


Tem hora que a gente desanima e se sente fragilizado como Timóteo, o seu companheiro de lutas. Mas que coisa bonita foi quando você o reanimou insistindo para que reavivasse "o dom de Deus" que havia nele [13].


Estou lhe confessando isso, pois atualmente 90% dos pregadores oferecem uma "nova unção" para quem fraqueja.


Amo esta sua exortação, pois você ensina que dentro de nós já existe o poder do Espírito, dado de uma vez por todas, e não precisamos buscar nada fora ou nada novo!


Nossos cultos não são mais como em sua época, onde a igreja se reunia na casa de um irmão, havia comunhão, orações, e a palavra explanada era o prato principal... as coisas mudaram: culto agora é 'show', a fumaça não é mais da nuvem gloriosa da presença de Deus, mas do gelo seco, e a palavra é só para ensinar como conseguir mais coisas do céu.


O Espírito lhe revelou que nos últimos tempos alguns apostatariam da fé "por obedecerem a espíritos enganadores" [14].


Essa profecia já está se cumprindo cabalmente, e creio que de forma irreversível.


Amado apóstolo, sinto ter lhe incomodado em seu merecido descanso eternal, mas eu precisava desabafar. Um dia estaremos todos juntos reunidos com a verdadeira Igreja de Cristo.


[1] At 20.23; [2] 1Tm 6.10; [3] 1Co 4.-9-13; [4] Gl 2.4; [5] Rm 7.19; [6] 2Co 10.10; [7] Gl 4.13-15; [8] 1Tm 5.23; [9] Fp 3.8; [10] At 19.12; [11] At 17.18; [12] At 17.11; [13] 2Tm 1.6; [14] 1Tm 4.1.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Estou cansado!

Estou cansado! Cansado da “igreja”. Cansado dos pastores. Cansado dos evangélicos-cristãos-judaizantes-santarrões-fariseus-hipócritas. Cansado do falso-evangelho pregado nas “igrejas” em nome de Jesus, porém, sem nenhum compromisso com Ele próprio e com Sua causa.

Estou cansado de ritualismo-religioso improdutivo, que não gera um discípulo de Jesus, antes, gera um ser neurótico mascarado com o “cristianismo”, mas desassociado de uma vida coerente com a que foi proposta por Jesus.

Estou cansado da exigência dos pastores por freqüência assídua nos cultos – marcando ponto – como compromisso com Deus.

Estou cansado da insuficiência da Cruz pregada por eles, daí eles acrescentarem muitas outras exigências para os “cristãos” para completar o pacotinho.

Estou cansado da suposta “comunhão” que se vive dentro das “igrejas”, sem sequer ser verdade na vida, podendo ter um irmão ao lado passando fome, porém não se ensina a generosidade para com o próximo – é cada um por-si e Deus pra todo mundo!

Estou cansado da classe sacerdotal-eclesiástica da “igreja” que fica na fila da ordenação, e procuram marcar ponto com o manda-chuva – o pastorzão presidente – para poder ser ordenado a alguma função na “igreja”, assim podendo dizer aos amigos: “Fui consagrado a pastor pelo pastor tal...”.

Estou cansado das mentiras vividas por detrás dos púlpitos: falta de critério e cuidado com o dinheiro recolhido, aproveitamento de uns, favorecimento de outros, ajuda para quem não precisa, compras desnecessárias, aquisições impróprias e etc...

Estou cansado de campanhas que não libertam, que não curam, que não servem de nada; a não ser fazer da “igreja” um centro de descarrego e sala de espera do SUS, onde os doentes – o povo – vem todos os dias marcados para receber a cura, mas não são curados; vêm receber libertação mas não são libertos; é campanha da libertação; é campanha da vitória; é campanha dos 318 pastores; é campanha da restauração da família,que não restaura, pelo contrário, acaba quebrando o que lhe resta.

Estou cansado de líderes que arrogam para si a auto-suficiência mascarada por uma humildade superficial, só para arrebanhar os trouxas que enganadamente acreditam, e como patinho, caem no caô destes....rsrsrs...., coitados, 171 na certa.

Estou cansado de ouvir que precisamos ganhar a cidade pra Jesus, e quando um grupo se reúne e se organiza para o atendimento aos necessitados, e fazendo um sopão distribuem aos que moram nas ruas, e estes, sensibilizados e com vontade de estar com quem lhes estendeu a mão vão à igreja, e os pastores pedem “por favor, parem de dar sopão, porque a igreja está enchendo de mendingos e vai pegar mal para a igreja”.

Estou cansado de ouvir sermões que não geram mudança na vida, apenas fazem cócegas de alegria, e massageiam o ego de uns, e vulgarizam a situação financeira de outros.

Enfim, estou cansado de tudo isso! Parei.

Talvez para você que me lê, possa parecer forte o que escrevi, ou talvez você pense que carrego uma ferida ou uma mágoa da “igreja”. Pra dizer a verdade, é sim. A “igreja” tem ferido muita gente, e comigo não foi diferente. Ela machuca e fere muitas vezes quem a via como um centro de tratamento e de comunhão. Porém, quando você não pode oferecer o que ela exige, você é descartado, perseguido, colocado de lado, e abandonado.

Estas feridas que carrego, não são diferentes das que Paulo carregou – claro que numa intensidade muito menor – porque Paulo também foi ferido pelos da “igreja”, foi caluniado, foi acusado, foi perseguido, foi abandonado, foi tido como um pregoeiro da libertinagem, da facilidade, da liberdade exacerbada.

É assim, com quem tem na instituição a sua fé. Apropriam-se dela, e em se sentindo donos da “igreja” e da verdade, fazem com ela como querem, e como bem entendem.

Mas graças a Deus de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que nos liberta, e nos libertará de tão grande mal – esta “igreja” de barganha e toma-lá-dá-cá.

Hoje estou livre para pregar o Evangelho como ele verdadeiramente é – livre e cheio de Graça.

No Evangelho encontramos abrigo, e não uma instituição.

No Evangelho encontramos pessoas como nós, e não santarrões.

No Evangelho encontramos descanso, e não campanhas infindáveis.

No Evangelho encontramos libertação da opressão maligna da “igreja” que coloca sobre nós esta necessidade de retornar sistematicamente para os sete cultos completos de libertação.

No Evangelho encontramos alívio das cargas da vida, e não nos é colocado um jugo pior de observâncias, ainda que mascaradas com a moralidade e ética decorrentes do critério e do bom-senso.

No Evangelho somos todos iguais, pecadores e destituídos da Glória de Deus.

No Evangelho, por tal compreensão da frase acima, encontramos graça e aceitação.

No Evangelho aprendemos a ser gente, e não crente.

No Evangelho encontramos descanso que nossa alma chama de salvação.

No Evangelho descansamos à sombra do Onipotente.

No Evangelho aprendemos que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus, seja bom ou seja um mal, seja privação ou tribulação, seja perseguição ou afronta, seja calúnia ou descaso, seja fome ou debilidade física, enfim, tudo podemos naquEle que nos fortalece.

O Evangelho é assim, simples!

Simples como Jesus é simples. Simples como o amor é simples.

No amor não há complicações, nós complicamos o amor. O amor é simples como simples é Jesus e Seu Evangelho pra nós.

Logo, me lanço em fé neste Evangelho que me aceita como sou, e bem-aventurado sou eu, porque cri, e porque cri fui justificado, e em sendo justificado fui feito filho, e em sendo filho me foi dado o direito de clamar Aba Pai.

Parei.... com a “igreja”, para caminhar no Caminho em Graça e Verdade desfrutando da Vida em Jesus.

Na graça Dele,

Juliano Marcel
09/12/08
Bragança Paulista-SP
juliano.marcel@ymail.com
www.julianomarcel.blogspot.com

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-----Original Messagem----------------

De: Vanessa Mattoso Chagas
Enviada: quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 10:35:56
Para: Ministério Juliano Marcel - Graça & Vida 2


Querido amigo,

Sábia decisão!


Volto a reafirmar que se precisar de testemunho, estou aqui, pq vasta é minha experiência em caminhar sem religião neste universo que se chama Graça! Sei que as religiões não seram extintas, afinal, está profetizado que a besta do apocalipse, precisa de um trono para reinar...

Mas o mundo precisa da verdade! E a verdade é que quem salva é Jesus, e Jesus é a palavra e o que é a Bíblia, senão a palavra de Deus para os homens?
E está escrito que O Espírito Santo de Deus, nos ensina sobre todas as coisas.

Eu creio que Deus tem um projeto na vida de cada um de nós e quando é o Espírito Santo quem nos dá o discernimento da palavra, ele vai nos guiar dentro da palavra, segundo o projeto que Deus tem em oculto para cada um de nós.

Posso citar por exemplo, Davi e Salomão, que apesar de serem pai e filho, receberam corações diferentes, sendo assim capacitados segundo o mistério que Deus tinha na vida de cada um. Creio que o a maior mal da humanidade é o desrespeito pela ordem das coisas que Deus estabeleceu. E posso afirmar que no mundo de hoje, causa virou consequência e consequência virou causa... E partindo daí, vem o desrespeito pela unicidade.

E no meio de tanta alienação, as religiões estão cada vez mais obcecadas com poder, dinheiro, cultura e doutrina. Pregam um evangelho de Amor e Graça, acompanhado de um Deus que em meio de uma extensa lista de pré-requisitos, só ti abençõa se você for um dizimista de dez por cento fiel.

O meu Deus, entregou o seu filho unigênito pela minha salvação, a saber Jesus de Nazaré! E se for para dizimar por amor, eu vou dar noventa por cento e ficar com dez por cento, por que quem ama, antes é capaz de dar tudo e ficar até sem nada.
Na verdade, nem sei como conseguem encaixar Jesus nisto tudo, visto que Jesus nasceu sem beleza aparente, sem dinheiro e sem cultura.


Vanessa.

____________

Resposta:

Graça e paz amiga!

Sou grato a Deus por tão grande libertação! Uma vez que estando livre da "igreja" posso ser Igreja juntamente com muitas outras pessoas que como você crêem no Evangelho sem fronteiras - digo sem fronteiras por não se limitar às quatro paredes da "igreja" - assim, vivemos o Evangelho na vida, na rua, no hospital, na família, na escola, no trabalho, com gente, com pessoas, com amigos, e até com nossos inimigos - não que nos seja inimigo, mas que nos tem como inimigos e fazendo mal à nós, respondemos com bondade e amor -, conforme disse Paulo, para que em assim fazendo, se possa amontoar brasas sobre a cabeça daqueles que se auto-consideram nossos inimigos.

Assim, a partir deste tempo, vivo o Evangelho sem barganhas a fazer com a religião cristã, ou com quem quer que seja!

Obrigado!

Na graça Dele,

Juliano Marcel

domingo, 7 de dezembro de 2008

Sem simplicidade não há cura e graça

O desespero do homem religioso, especialmente do cristão ou do judeu praticantes, é o mais intenso e forte desespero que o coração humano já experimentou. Isso porque esses dois credos religiosos são aqueles que propõem a salvação humana como obra de justiça própria, especialmente de natureza moral.


É verdade que qualquer cristão doutrinado que leia o que acabei de falar dirá imediatamente que isto não é verdade quanto ao Cristianismo e, especialmente, não é verdadeiro em relação ao Protestantismo, em razão de que o arcabouço doutrinário da Reforma postula a salvação pela fé na Graça de Jesus.


Todavia, todos sabemos que a doutrina é essa, mas que na prática isto nunca foi verdade para a “igreja”. Sim, porque prega-se essa salvação pela fé apenas como argumento alentador na chegada do “novo-crente”.


Porém, no dia seguinte ao da “Decisão de ser Crente”, o indivíduo já começa a ser doutrinado na salvação e na santificação moral e autônoma, realidades essas que cada pessoa tem que conquistar a fim de se manter no posto da salvação pela via de sua irrepreensibilidade moral. Assim, inicia-se falando o Evangelho como sedução, e, uma vez feito o prosélito, imediatamente ele é transformado num cristão fariseu.


O que segue são barganhas e mais barganhas com Deus, acrescidas de um estado perene de inquietação, nervosismo e culpa — medo de cair... Ou, então, no caso de o indivíduo estar se sentindo “bom” o suficiente para a agradar a Deus pelas suas próprias obras e pela sua própria moral, surge um ser arrogante, nojento e insuportável para a normalidade do convívio humano.


Assim nascem os crentes, tanto os neuróticos pela culpa e pela barganha, quanto também o crente santarado, que é esse ser da “dita-dura”, e que trata com raiva e com inveja aqueles aos quais acusa de serem “pecadores”. Sim, porque nesse caso o espírito de juízo e acusação é proporcional à inveja que se tem da liberdade ou do “pecado” do outro.


Tenho muita pena de ambos os grupos, mas especialmente dos que ficam neuróticos pelo peso das acusações que vêm dos crentes fariseus.


A leitura de Mateus 23 nos mostra que, para Jesus, esses tais eram seres profundamente danosos quando estabeleciam contato com outros seres humanos, sempre com a vontade obstinada de desconstruir a individualidade do outro, fazendo deste um clone do crente-boneco-fariseu. “Ai de vós...” — foi o que Jesus repetidamente disse a eles, aos fabricantes de “crentes em série”.


Minha angústia tem a ver com o estado mental adoecido que esses cristãos-fariseus multiplicam e aprofundam a cada novo “discípulo” que fazem.


Toda hora atendo “discípulos” desses “cristãos-fariseus” e quase sempre ou os encontro surtados de culpa, medo, débito e pânico de maldição, semi-esquizofrenizados, visto que para se amoldarem à fôrma dentro da qual são postos, a fim de se plastificarem nos moldes “legitimados” pela “religião dos bonequinhos movidos à corda”, tais pessoas precisam matar a si mesmas, aceitando como novo “eu” a caricatura humana proposta pela “igreja”.


Não há alma humana sensível e sincera que aceite tais coisas e não adoeça seriamente. Ora, faz anos que digo isso, bem como faz muito tempo que atendo pessoas sofrendo dos males de alma produzidos pela religião. No entanto, nos últimos anos, a “porteira da alma” se abriu, e a boiada dos angustiados saiu numa corrida atropelada, buscando, aos pinotes de angústia, um pasto de liberdade.


Os vícios mentais incutidos pela religião, todavia, são os mais difíceis de serem removidos e tratados. Isso porque quando você ensina às pessoas acerca da Graça de Deus, a questão que invariavelmente chega, é a mesma: “Mas como pode ser tão simples? Não há mais nada a fazer a não ser confiar que já está pago e viver apenas nesta fé?” — é o que me perguntam. A pedra de tropeço dos crentes é o Evangelho de Jesus. Sim, são os crentes os que mais dificuldade têm de crer que é apenas crer.


De fato, a maioria sofre da Síndrome de Naamã, o Sírio. Sendo general importante e sofrendo de lepra, foi-lhe recomendado a ir até a presença de Eliseu, o profeta de Samaria. Ao chegar lá, o profeta nem mesmo saiu de casa a fim de atender o general, mas apenas mandou que ele fosse até as águas do Jordão e se lavasse 7 vezes. Naamã não quis ir. Achou simples de-mais. Esperava que Eliseu viesse, lhe prestasse honras, dedicasse a ele um rito, movesse as mãos sobre as feridas dele, e, assim, feitos “os trabalhos”, Naamã fosse declarado curado.


De fato, tão contrariado ficou o general, que já estava indo embora quando um de seus servos lhe disse: “Se o profeta tivesse recomendado algo difícil e complicado tu não o farias? Ora, por que não fazes o que ele manda apenas por que é simples?”O que vejo prevalecer entre os cristãos é que mentalidade do “difícil”, a consciência pagã de Naamã, e os mecanismos de cura pagã, sempre carregados de “correntes e campanhas”, todas baseadas em barganhas com a divindade, sendo que tal pratica é desavergonhadamente chamada de “sacrifício”.


Para esses nunca haverá descanso, nem paz e nem a alegria que vem da segurança que se arrima na fé simples. Enquanto os crentes obedecerem à espiritualidade de Naamã, o Evangelho não produzirá nenhum bem em suas almas!


Toda hora me vêm pessoas que me dizem que não entendem como quando passaram a apenas aceitar a simplicidade do Evangelho de Jesus, e crer que está tudo feito e pago, e que a vida com Deus é simples, e que o andar com Jesus é sereno — pois é fruto da confiança no que Ele já fez por todos nós —, tudo começou inexplicavelmente a mudar para o bem em seus corações.


Mas alguns estão tão viciados na barganha com Deus e nos muitos e intermináveis sacrifícios de presença a todos os cultos, células, campanhas, atividades, e muita mão-de-obra dedicada aos líderes da “igreja”, que não conseguem nem mesmo crer que o bem que lhes está atingindo é verdadeiro; pois, para tais pessoas, “não é possível que seja só isto”.


Todavia, é simples mesmo; e bem-aventurados são aqueles que não tropeçam na Pedra de Tropeço e nem na Rocha de Escândalo, que é Jesus, e nem na total simplicidade de Seu Caminho, que é o único Caminho de Paz para a vida.


Quem não crê, que faça seu próprio caminho pelos infindáveis labirintos da religião...


Eu, todavia, me agrado de todo o coração no que Jesus já fez por mim, perdoando todos os meus pecados, me justificando perante anjos, demônios e homens, dando-me a chance de andar com tranqüilidade e paz entre os homens, com o coração pacificado na confiança no amor de Deus, de cujas mãos ninguém e nem coisa alguma pode me arrebatar.


“Quem crê tem...”— disse Jesus. Sim, quem crê tem tudo. Quem não crê, todavia, pode ter tudo — igreja, moral, credo, dogma, sacrifícios, barganhas, etc...—, porém, não terá nem paz e nem descanso, visto que paz e descanso apenas habitam a fé simples, que não pergunta: “Quem subirá aos céus? (isto é: para trazer Jesus à Terra pela encarnação); e nem tampouco diz: Quem descerá ao inferno? (isto é: para dar uma ajudinha a Jesus na ressurreição dos mortos).”


Sim, a fé conforme o Evangelho sabe que a Graça não está longe; ao contrário: sabe que ela está bem perto, na boca e no coração; pois “se com a boca se confessa a Jesus como Senhor..., e, no coração se crê que Deus o ressuscitou dentre os mortos, se é salvo; pois com o coração se crê para obtenção da justiça justificadora de Deus (pela fé), e com a boca se faz a confissão em fé acerca da salvação que já é nossa; e já foi consumada e acabada por Jesus em favor de todo aquele que crê com simplicidade e confiança.


Mas como disse, é essa simplicidade do Evangelho que acaba sendo a Pedra de Tropeço dos crentes. E, assim, deixando a Rocha da Salvação, se entregam às infindáveis barganhas patrocinadas pelos Líderes Fariseus, os quais não contentes em se fazerem filhos do inferno (conforme Jesus disse), ainda desejam corromper a alma de muitos, criando seres atormentados pelas chamas das culpas e acusações do inferno, negando a eles a chance de viverem em liberdade no amor de Deus.


Portanto, saibam todos: sem fé simples e pura, posta em Jesus, confiante no Evangelho da Graça, não há nem paz, nem alegria, nem espontaneidade diante de Deus, e, sobretudo, não há saúde de alma para viver a vida como Vida, e não como tormento sem fim.


Ora, quando é assim a religião se torna a ante-sala do inferno!


Nele, em Quem tudo é simples,


Caio


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