"Aqui você lê o conteúdo essencial do Evangelho da Graça de Deus que revela o único Caminho a ser feito .... o Caminho é Jesus!"

terça-feira, 1 de junho de 2010

Vale a pena ler de novo

A visão dos Filósofos sobre Deus – E a “existência” de Deus I e II
Uma viagem filosófica
(Eisntein, Kant, Huxley, Rohden, Spinoza, Caio e Juliano)


Quando, olhamos para toda a Criação, e para os Cosmos criados – ou creados, como diz o filósofo Huberto Rohden – tentamos entender seu funcionamento, ou ainda, imagina-se quem criou tudo isso! Nós, que cremos na Bíblia, como revelação de Deus, acreditamos realmente que tudo foi criação de Deus. Mas secularmente falando, os filósofos, os meta-físicos, os físicos e outros, ainda tentam encontrar a Causa inicial para os efeitos que vemos hoje em toda a criação. Buscam nas facticidades as respostas para encontrar a Realidade.

Olhando tudo isso, e estudando muitos dos conteúdos destes homens, vou tentar em poucas palavras colocar o que alguns pensam a respeito de Deus e a comunicação com Ele, e juntamente concluir com o nosso pensamento, e de outros também.

*Nota: Antes de mais nada precisamos notar que a substituição da palavra tradicional latina crear pelo neologismo moderno criar é aceitável em nível de cultura primária, porque favorece a alfabetização e dispensa esforço mental – mas não é aceitável em nível de cultura superior, porque deturpa o pensamento.

Crear é manifestação da Essência em forma de existência – criar é a transição de uma existência para outra existência. O Poder Infinito (Deus) é o creador do Universo – um fazendeiro é um criador de gado.

Sendo assim, eles dizem que o homem pode ter um encontro com Deus, a partir de que se concentre, e entre em absoluto silêncio. Eles crêem que, segundo Spinoza, Deus é a Alma do Universo. Huberto Rohden diz que Deus é o Eu – Cósmico. Albert Einstein sob influência de Spinoza diz que Deus é a Suprema Realidade, a Verdade Absoluta, onde acredita que a matemática, quando totalmente abstrata, é o contato direto e imediato com a alma da Realidade Universal, para além de todas as Facticidades concretas.

Para entendermos estes termos, precisamos entender a palavra Universo. O Cosmos ou Mundos (todo universo creado) é um sistema bipolar, composto do Uno da causa e do Verso dos efeitos. O Uno pode ser chamado Fonte (Deus), e o Verso (creação) são os canais. A própria palavra Verso quer dizer “derramado”, sendo o particípio passado do verbo latino “vertere”, que significa efundir, derramar. Assim, a própria filologia do termo nos dá o sentido exato da sua significação. A única fonte do Uno se efunde pelos canais múltiplos do Verso. O Uno é o mundo da Causa Infinita, o Verso é o mundo dos efeitos finitos.

Dizem que os fatos Verso não favoreciam o valor Uno; o caminho do Uno para o Verso era da razão intuitiva, mas o caminho do Verso para o Uno seria de inteligência analítica – e este caminho é inviável.

O homem meramente intelectual tem apenas o que poderíamos chamar de “ex-tuição”, ao passo que o homem racional tem “in-tuição”, a visão de dentro, que parece ser uma invasão de fora. Para que a intuição possa funcionar, a ex-tuição tem que ser reduzida ao mínimo, mesmo a zero. Onde tendo feito isso possa ter um encontro, ou uma inundação do Uno ao Verso.

Outros ainda dizem sobre o paradoxo do ego-pensante e do cosmo-pensado. No primeiro caso, confia o homem exclusivamente no poder do seu próprio pensamento, da sua egoidade humana, da sua atividade cerebral. É natural que este resultado, da ego-pensação não possa ser grande, que deva ser como um átomo em comparação com o Universo. Dizem que há pouquíssimos homens cosmo-pensado. Dizem que não são eles que com seu ego pessoal pensam, mas são pensados pelo poder do cosmos, pela Alma do Universo, suposto que eles permitam essa cosmo-pensação.

Este processo consiste em uma espécie de alargamento dos canais humanos para que as águas vivas da Fonte Cósmica possam fluir livremente por eles.

Neste caso é o Uno do Universo, a Alma invisível do Todo Poderoso que entre em ação, ao passo que os canais do Verso funcionem apenas como simples recipientes, veículos e transmissores. Quando o homem deixa de ser ego-pensante e passa a ser cosmo-pensado (também cosmo-vivido e cosmo-agido), sabe dos mistérios do cosmos mais do que através de 50 anos de ego-pensação.

Neste sentido, Einstein se coloca nesta categoria – de cosmo-pensado – devido dizer que as suas teorias foram todas uma revelação através de muitos minutos de intuição. Ele diz: “ Penso 99 vezes e nada descubro; deixo de pensar – e eis que a verdade me é revelada”.

Seria como estas 99 vezes ele se colocando como ego-pensante. Quando ele deixa de pensar, e se esvazia desta ego-pensação, ele mergulha em um momento de imenso silêncio, e sobre intuição – cosmo-pensado – vem à revelação de suas teorias.

O homem comum pensa que quanto mais ele aguçar seu esforço mental, tanto mais se aproxima da verdade. Ignora totalmente a distância entre o ego-pensante e o cosmo-pensado.

No cristianismo – dizem eles – esse fenômeno se chama revelação, inspiração ou outro nome que tenha, mas fundamentalmente trata-se do mesmo fenômeno: é a invasão da Alma do Universo dentro da consciência humana.

Neste sentido, dizem que a profunda vertical da experiência mística transborda sempre na vasta horizontalidade da vivência ética.

A consciência da paternidade única de Deus produz a ética da fraternidade universal dos homens.

Dizem ainda sobre a Infinitude da Realidade, do Ser Maior, da Luz Integral (Deus), e a finitude do homem. O chamado tempo e espaço que são reais somente para o homem. Neste ponto de vista cita-se Immanuel Kant, onde diz que o tempo e o espaço são categorias subjetivas dos nossos sentidos, e não realidades objetivas do mundo externo, ou seja, duração-dimensão, vive na permanente ilusão de que esta dupla sucessividade faça parte do mundo objetivo. Já observava Kant que nada é sucessivo em si, mas tudo é sucessivo em mim; a pseudo-sucessividade está nos meus sentimentos, não na realidade; esta é totalmente simultânea independente de tempo (sucessividade duracional), e de espaço (sucessividade dimensional). A simultaneidade induracional se chama “Eterno” (ausência de tempo), e a simultaneidade indimensional se chama “Infinito” (ausência de espaço).

Porque é que o homem é uma permanente vítima da ilusão de tempo e espaço?
A fim de existir como indivíduo!
Os nossos sentidos, diz Aldous Huxley, são válvulas de redução e de retenção, graças às quais o homem existe como indivíduo (ex-sistir = ser colocado para fora). Se o homem sofresse o impacto total da Realidade, da Luz integral do Ser, seria aniquilado. O homem existe graças a suas limitações. Tempo e espaço são como luzes suavemente dosadas para que o indivíduo possa suportá-las indene.

Assim sendo, o homem existe, por estar restrito ao tempo e ao espaço do aquém. Porém Deus – a Alma do Universo – “é” por estar além, no Infinito e Eterno.

Voltando ao sentido da relação do homem com o Uno (Deus), um filósofo diz que para conseguir ter este contato é necessário mergulhar em um profundo silencio. Um dos maiores tesouros que o Cristianismo oficial perdeu nestes últimos séculos, foi, sem dúvida, o tesouro do silêncio dinâmico. E talvez seja esta uma das principais razões da sua ineficiência na sociedade humana, afirma ele.

Meditar não é pensar. Meditar é esvaziar-se totalmente de qualquer conteúdo do ego e colocar-se, plenamente consciente, como canal vazio, diante da plenitude da Fonte, ou em linguagem da Sagrada Escritura: “Sê quieto – e saberá que Eu sou Deus”. Ou ainda: “Deus resiste aos soberbos (ego-plenos) e dá sua graça aos humildes (ego-vácuos)”. Segundo a eterna matemática cósmica, a cosmo-plenitude plenifica somente a ego-vacuidade, mas não plenifica a ego-plenitude.

O silêncio-presença e o silêncio-plenitude são uma ausência e uma vacuidade do ego humano que tem intenso desejo da Teo-presença e da Teo-plenitude.

O Uno do Universo é absoluto e eterno silêncio, e tanto mais favorável é a invasão do Uno no Verso quanto mais silencioso for este. Convém lembrar que esse silêncio não é ausência e vacuidade, mas é presença e plenitude. O mais intenso silêncio do Uno é a mais absoluta presença e a mais total plenitude.

Neste sentido, de se provar a existência de Deus e Sua relação com as creaturas, como muitos teólogos fazem, eu tenho que discordar com eles. Vemos os filósofos crendo de uma forma muito mais intrínseca em Deus, do que muitas vezes, os cristãos. Devido à ignorância de uns, e o ego de outros em procurar provar com seu intelecto a existência de Deus.

Como diz o pastor Caio Fábio, Deus não existe. Ele é Ele mesmo pra além de toda essência e existência. Portanto, argüir acerca da existência de Deus é o mesmo que negá-Lo.

Deus não existe. Ele é. Eu existo. Pois existir não é algo que seja pertinente ao que É. Existir é o que se deriva do que sendo, É de si e por si mesmo.

Deus não existe. O que existe tem começo. Deus nunca começou. Deus nunca surgiu. Nunca houve algo dentro do que Deus tenha aparecido.

Deus não existe. Se Deus existisse, Ele não seria Deus, mas apenas um ser na existência.

Se Deus existisse, Ele teria que ter aparecido dentro de algo, de alguma coisa, e, portanto, essa coisa dentro da qual Deus teria surgido, seria a Coisa-Deus de deus.

Existem apenas as coisas que antes não existiam. Existir surge da não existência. Deus, porém, nunca existiu, pois Ele é.

Sim, dizer que Deus existe no sentido de que Ele é alguém a ser afirmado como existente, é a própria negação de Deus. Pois, se alguém diz que Deus existe, por tal afirmação, afirma Deus, e, por tal razão, o nega; posto que Deus não tem que ser afirmado, mas apenas crido.

Deus É, e, portanto, não existe. Existe o Cosmos. Existem as galáxias. Existem todos os entes energéticos. Existem anjos. Existem animais e toda sorte de vida e animal vivente. Existem vegetais, peixes, e organismos de toda sorte. Existem as partículas atômicas e as subatômicas. Existe o homem. Etc. Mas Deus não existe. Posto que se Deus existisse dentro da Existência, Ele seria parte dela, e não o Seu Criador.

Um Criador que existisse em Algo, seria apenas um engenheiro Universal e um mestre de obras cósmico. Nada, além disso. Com muito poder. Porém, nada além de um Zeus Maior.

Assim, quando se diz que Deus está morto, não se diz blasfêmia quando se o diz com a consciência acima expressa por mim; pois, nesse caso, quem morreu não foi Deus, mas o “Deus existente” criado pelos homens. Tal Deus morreu como conceito. Entretanto, tal Deus nunca morreu De Fato, pois, como fato, nunca existiu — exceto na mente de seus criadores.

Assim, o exercício teológico, seja ele qual for, quando tenta estudar Deus e explicar Deus, tratando-o como existente, o nega; posto que diz que Deus existe, fazendo Dele um algo, um ente, uma criatura de nada e nem ninguém, mas que também veio a existir dentro de Algo que pré-existia a Ele, e, portanto, trata-se de Algo - Deus sobre o tal Deus que existe.

A Escritura não oferece argumentos acerca da existência de Deus. Jesus tampouco tentou qualquer coisa do gênero. Tanto Jesus quanto a Escritura apenas afirmam a fé em Deus, e tal afirmação é do homem e para o homem — não para Deus —; pois se fosse para Deus, o homem seria o Deus de Deus, posto a existência de Deus dependeria da afirmação e do reconhecimento humano. Tal Deus nem é e nem existe; exceto na mente de seus criadores.

Deus não existe. O que existe pertence ao mundo das coisas que existem OU não existem. Deus, porém, não pertence a nada, e, em relação a Ele, nada é relação.

Defender a existência de Deus é ridículo. Sim, tal defesa apenas põe Deus entre os objetos de estudo. Por isto, dizer: “Deus existe e eu provo” — é não só estupidez e burrice; mas é, sem que se o queira, parte da profissão de fé que nega Deus; pois se tal Deus existe, e alguém prova isto, aquele que apresenta a prova, faz a si mesmo alguém de quem Deus depende pra existir... e ou ser.

O que “existe”, pertence à categoria das que coisas que são porque estão. Deus, porém, não está; posto que Ele É.

Ser e estar não são a mesma coisa, como o são na língua inglesa. O que existe pertence ao que é apenas porque está. Deus, entretanto, não está porque Ele É.

“E quem direi que me enviou?” — perguntou Moisés. “Dize-lhes: O Eu sou me enviou a vós outros!” — disse Ele.

Desse modo, Deus não diz “Eu Estou”, mas sim “Eu Sou”. Ora, um Deus que está, não é, mas passou a ser. Porém o Deus que É, mas não está; não pertence ao mundo das coisas verificáveis; posto que Aquele que É, não está; pois se estivesse, seria —, mas não Seria Aquele de Quem procedem todas as existências, sendo Ele apenas um ele, e não Ele; e, por tal razão, fazendo parte das coisas que existem — mas sem poder dizer Eu Sou!

Jesus também falou da sutileza do ser em relação ao estar. Quando indagado acerca da ressurreição pelos saduceus (que não criam em nada que não fosse tangível), Ele respondeu: “Não lestes o que está escrito? Eu sou o Deus de Abraão, eu sou o Deus de Isaque, eu sou o Deus de Jacó. Portanto, Ele é Deus de vivos, e não de mortos; pois para Ele todos vivem”. Assim, os que vivem para sempre são os que são em Deus, e não os que estão existindo. A vida eterna não é existir pra sempre, mas ser em Deus.

Assim, para viver eternamente eu tenho que entrar na dissolvência da existência, a fim de poder mergulhar naquilo que está pra além do que existe; posto que É.

A morte pertence à existência. A vida, porém, se vincula ao que não existe, pois, de fato É.

O que existe carrega vida, mas não é vida. A vida, paradoxalmente, não pertence ao que é existente, mas sim ao que É.

Quando falo de vida, refiro-me não às cadeias de natureza biológica que constituem a vida dentro da existência. Mas, ao contrario, ao falar em vida, refiro-me ao que é para além da existência constatável.

Enfim, qualquer deus materialmente ou mentalmente fabricado é pseudo-deus, um ídolo. O Deus verdadeiro não é objeto dos sentidos ou da mente. Ele é a infinita e única Realidade que se revela por intuição espiritual. E por isso mesmo, o Deus verdadeiro não é pensado nem pensável, não pode ser dito por ser invisível. Tudo que é pensável ou dizível é uma facticidade ilusória, mas não é a realidade verdadeira.

O homem verdadeiramente religioso é, pois, um homem espiritual no sentido de não por em dúvida a importância e sublimidade dessa realidade supra-personal e seu escopo – importância essa que não é sucetível nem carece de demonstração científica. Essa Realidade existe para ele com a mesma necessidade e evidência com que ele mesmo existe.

Dessa forma poderíamos concordar com Einstein: “Deus é a Lei e o Legislador do Universo”. “Diante de Deus todos somos igualmente sábios e igualmente tolos”.

Na Graça Daquele, que É pra além da existência da nossa percepção!

Juliano Marcel
(com a colaboração de Albert Einstein, Immanuel Kant, Aldous Huxley, Huberto Rohden, Spinoza e Caio Fábio – conforme seqüência em foto)

02/08/07
Bragança Paulista
Juliano.marcel@hotmail.com

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----Original Mensagem----------------------

De: Caio Fábio
Enviado: sexta-feira, 3 de agosto de 2007 02:20:04
Para: "Juliano Marcel"
Assunto: Re: Filósofos.....Essência de Deus!
O que o senhor pensa sobre esta forma de ver Deus, como a Alma do Universo, e sobre o ego-pensante e o cosmo-pensado?
Resposta:


Meu querido mano: Graça, Paz e Revelação!


Deus é espírito, não alma. A alma depende do espírito. A alma depende do corpo. A alma é vivente (existente), mas o espírito é que é vivificante.

Assim, o Deus Alma do Universo é um ente do Universo — sendo “seu” entusiasmo, “sua” emoção, “sua” moção, “sua” pulsão, “sua”..., sempre “sua” em relação a “seu” pertencimento ao Universo.

A distinção que Paulo faz entre “alma vivente”, de um lado (relacionada ao criado, no caso, a Adão); e, de outro lado, a “espírito vivificante” (relacionado a Jesus, o Creador) — estabelece com clareza que alma decorre do espírito; sendo neste caso a designação de Deus como Alma do Universo no mínimo pobre.

Deus é espírito.

É espírito em diferença absoluta do que no ser humano o espírito é — posto que o espírito humano é-sendo; e Deus É para além do ser-sendo; pois tudo o que é-sendo é criado.

O Deus Alma do Universo decorre de uma noção basicamente Hindu da existência. Afinal, na perspectiva hindu clássica Deus apenas se pode ser a Alma do Universo — uma espécie de Mahatma Gandhi Impessoal-Cósmico; ou seja: o Grande Emulador não-pessoa da Existência — pois, numa visão panteísta da Existência (deus é tudo e tudo é deus), o melhor que se pode intuir sobre Deus é que ele seria a alma permeante de tudo o que existe, sendo assim também existente em tudo o que existe. Portanto, sendo... — e nunca apenas e sobretudo o Eu Sou.

Sobre o ego-pensante e o cosmo-pensado, creio que Albert Einstein está certo quando ilustra tal diferenciação mencionando sua experiência de pensar e ser pensado: “Penso 99 vezes e nada descubro; deixo de pensar – e eis que a verdade me é revelada”.

Agora mesmo ao responder sua carta pouco estou pensando, pois, desde sempre, percebi que o muito pensar produz muito pouco quando se trata de Deus; visto que de fato não há nada a ser pensado sobre Deus.

O Deus pensado pelo homem é um criado creado pelo homem. Sim! Tanto é uma “creação” do homem como originador de “tal Deus”; como também é ele criado do homem, visto que existe para e pelo homem; e, sem o homem, “tal Deus” não está, posto que não É.

Eu creio que acerca de Deus tudo o que pode existir é decorrente do Pensado antes do pensamento. Ou seja: decorre de Revelação.

Ora, revelação por natureza é algo Pensado e mostrado ao pensante. Entretanto, o pensamento do pensante que recebe o Pensado sem esforço, funciona não como causa do recebimento do Pensado, mas como meio de sua expressão relativa no mundo dos sentidos contidos no tempo e no espaço.

Ora, o conceito de Pensado como tendo relação com o esvaziamento do intelecto presunçoso do poder do pensar, corresponde exatamente ao que se ensina sobre a Graça como favor imerecido; ou seja, no nosso caso, como um Favor Imerecido não pensado pelo homem, mas Pensado por Deus.

Assim foi que Jesus disse que o escriba, o sábio e os pensadores passaram ao largo da revelação em razão de seus egos-inflados, porém, os humildes, os de ego-ensinável em razão de serem abertos e não sistêmicos, receberam e recebem a revelação; ou seja: o Pensado.

Por isso creio também que a meditação não é pensar, mas abrir-se para o todo, pela via do descanso e do amor.

É do descanso que ama que nasce a meditação que enche o ser do Pensado; ou seja, da revelação.

Entretanto, não é a meditação como arte e disciplina o que provoca a revelação, posto que a revelação tem sua origem no indevassável mistério do conhecimento de Deus sobre o homem; e não o contrário.

A Encarnação é a manifestação absoluta do Pensado no ambiente relativo do tempo e do espaço. Assim se sabe que o Pensado é independente de qualquer processo humano; pois, como disse Paulo: “Quem subiu aos céus, isto é, para trazer Jesus ao mundo? Ou quem desceu ao abismo, isto é, para trazer a Jesus dentre os mortos?”

O Pensado pensa o que quer; mas os que pensam nada sabem acerca disso!

Por isto, Isaías diz que os pensamentos de Deus não são como os dos homens, assim como os caminhos de Deus diferem totalmente dos nossos.

Espero ter contribuído de alguma forma. Para muitos parece luxo inócuo do refletir isso de que aqui tratamos. Entretanto, tudo o que disse, você bem sabe, nada mais que aquilo que do Evangelho nos é Pensado; ou seja: revelado.

Nele, que É; e em Quem tudo mais só é-sendo Nele,

Caio

02/08/07
Lago Norte
Brasília










terça-feira, 4 de maio de 2010

A Bíblia permite o consumo de bebidas alcoólicas?

Por se tratar de uma questão tão discutida, e raramente compreendida à luz da verdade, e daquilo que realmente significa com as implicações de uma consciência séria e madura no Evangelho, transcrevo abaixo um comentário do Sr. Kenneth, cujo conteúdo está dentro daquilo que creio ser a melhor observação de prudência e maturidade. Afinal, tudo é puro para os puros, e o que se deve observar são as questões que permeiam o coração e as intenções de cada um.


Segue abaixo:


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Kenneth L. Gentry Jr.

Poucos assuntos têm gerado mais acalorado debate entre os cristãos do que aquele sobre a moralidade do consumo de álcool. Nos Estados Unidos, a disputa tem gerado respostas que vão desde movimentos educacionais regionais de moderação até emendas federais à Constituição.

Certamente há evidências do abuso descontrolado de bebidas alcoólicas hoje; quase ninguém negaria. Além disso, a Bíblia condena claramente todas as formas de abuso de álcool, seja através de ordens expressas, seja por exemplos notórios. Contudo a questão ética que está perante nós é: A Bíblia permite um consumo moderado de bebida alcoólica? A questão fundamental é de ordem ética, não cultural ou geográfica; ela requer uma resposta com base bíblica, não emocional.


Três pontos de vista

Entre os evangélicos, as abordagens fundamentais a respeito do álcool podem ser destiladas (sem trocadilhos) em três pontos de vista básicos: (1) Os proibidores, que não toleram de forma alguma o consumo de bebida alcoólica. Os que aderem a esta posição não encontram nenhuma autorização da Escritura para o consumo de álcool, mesmo no período bíblico; (2) Os abstêmios, que desencorajam o uso do álcool em nosso contexto moderno, embora conheçam que ele era usado no período bíblico. Eles apontam a diferença cultural moderna como justificativa para sua distinção: a difusão do alcoolismo (um problema social contemporâneo), bebidas com maior teor alcoólico (desconhecidas nos tempos bíblicos), e a intensificação dos perigos em uma sociedade tecnológica (e.g.: bebida e direção). (3) Os moderados, que defendem uma permissão para o consumo moderado de bebidas alcoólicas. Essa posição, ao reconhecer, lamentar, e condenar todas as formas de abuso e dependência alcoólica, argumenta que a Escritura
permite o desfrute de bebidas alcoólicas com discernimento e moderação.


A importância da questão

Freqüentemente, a argumentação contra o consumo de bebidas alcoólicas de forma inadvertida e negativa afeta certos aspectos da fé cristã. Ela pode solapar a autoridade da Escritura (através da condenação universal de algo que a Bíblia permite, a autoridade da própria Bíblia é diminuída no pensamento cristão). Isso pode distorcer a doutrina de Cristo (pois a censura universal de algo que o próprio Jesus praticou detrata Sua santidade). E isto afeta negativamente nossa defesa da fé (pois ao negar algo que a Escritura permite tornamos nosso testemunho inconsistente).

Minha abordagem deste tema envolve três pressuposições: (1) A Bíblia é a inerrante Palavra de Deus; (2) portanto, a Bíblia é o padrão determinador e final de toda questão ética; e (3) a Bíblia condena todas as formas de abuso e dependência alcoólica. O ponto de vista moderado de forma alguma compromete qualquer destas três considerações fundamentais.


O vinho na Bíblia

Sem dúvida, o ponto de partida de qualquer discussão racional do assunto deve estar na natureza do vinho na Escritura. A posição moderada diz que o vinho permitido para consumo e uso prudente pelo povo de Deus na Bíblia era de qualidade fermentada, uma bebida de
conteúdo alcoólico. Considere a evidência para esta afirmação:

1. Consenso léxico: Os principais léxicos do Antigo e Novo Testamentos e os dicionários etimológicos afirmam que os principais termos para vinho se referem a uma bebida
fermentada, um “vinho”, não “suco de uva”. Os termos mais importantes para o debate empregados na Escritura são yayin e shekar (hebraico) e oinos (grego).

2. Consenso da tradução: A maioria das traduções da Bíblia em inglês [e português] traz essas palavras com equivalentes que significam bebidas alcoólicas, ao invés de termos como “suco”
ou “suco de uva”, e assim por diante. As traduções incluem “vinho”, “licor” “bebida” e “bebida forte”.

3. Relação léxica: Uma dos principais termos em nosso debate é shekar (“bebida forte”). Essa é uma forma substantiva do verbo shakar, que significa “embebedar-se”. Essa é uma evidência da
capacidade inebriante da shekar.

4. Contexto de uso: Muitos dos versículos que condenam a bebedeira fazem referência a bebidas como yayin, shekar , e oinos. Além disso, em várias passagens, diz-se que yayin
“alegra o coração”. Isto seguramente faz referência ao efeito da bebida alcoólica, quando usada moderadamente.

5. Referência descritiva: Em certas passagens na Bíblia o envelhecimento do líquido extraído da uva é especificamente mencionado (Is. 25:6; Lucas 5:39). O envelhecimento é um fator essencial para que o vinho seja alcoólico.

6. Discernimento exigido: Em algumas ocasiões, cristãos “fortes” são instruídos a abandonar o uso do vinho (Rm. 14:21), quando houver uma séria probabilidade de “fazer tropeçar” (Rm. 14:15) um “irmão fraco” (Rm. 14:1; 15:1). Isto certamente indica o abandono provisório de uma bebida alcoólica, ao invés do suco de uva.

7. Governo eclesiástico: Requer-se que os oficiais da igreja usem vinho em moderação (1Tm. 3:8; Tito 2:3), indicando sua qualidade fermentada e capacidade inebriante.

8. Silêncio bíblico: É interessante notar que não há nenhuma distinção bíblica para vinhos “sãos”. A Escritura não tem uma só recomendação de “vinho novo” (suco fresco de uva) que sobreponha ou substitua o “vinho velho” (bebida fermentada).

A Escritura não tem qualquer recomendação de vinho diluído em lugar do vinho puro (ela nem mesmo elogia o vinho misturado, Isaías 1:22). A Escritura não traz qualquer encorajamento a se evitar a fermentação, que ocorre naturalmente. Existem evidências de que o vinho era intencionalmente manejado com o fim de acelerar o processo de fermentação (Is. 25:6; Jr. 48:11).


Uso do vinho na Bíblia

Tendo demonstrado a qualidade fermentada (e conseqüentemente o potencial inebriante) do vinho da Bíblia, irei agora separar algumas evidências bíblicas de seu uso correto.

1. Exemplo prudente: Em Gênesis 14:18 Mequisedeque deu yayin a Abraão em um contexto correto. Não há nenhuma evidência de qualquer desaprovação divina a este episódio. (Ver também Neemias 5:16-19).

2. Uso na adoração: A Escritura ensina que tanto yayin (Êxodo 29:38ss) como shekar (Nm. 28:7) foram usados como oferenda a Deus. Isso é importante por duas razões: (1) essas bebidas
(alcoólicas) haviam sido produzidas para adoração, e (2) elas eram oferendas aceitáveis a Deus. Se bebidas alcoólicas fossem impróprias para o consumo humano, por que seriam aceitáveis no culto divino?

3. Benção positiva: A lei de Deus permitia que yayin e shekar fossem adquiridos com a função de alegrar-se e para serem bebidos perante o Senhor. “Esse dinheiro, dá-lo-ás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, ou ovelhas, ou vinho [yayin] ou bebida forte [shekar], ou qualquer coisa que te pedir a tua alma; come-o ali perante o Senhor, teu Deus, e te alegrarás, tu e a tua casa” (Dt. 14:26).

De fato, o salmista atribui a Deus a produção de yayin , o qual alegra o coração do homem (Sl. 104:14-15). Certamente a provisão de Deus tem em vista um emprego justo da bebida alcoólica. Além disso, a Escritura fala da satisfação da vida em termos de comer do pão e beber do yayin com alegria (Ec. 9:7).

4. Simbolismo espiritual: O rico simbolismo da revelação da redenção de Deus realça o uso de bebidas fermentadas. As bênçãos da salvação são comparadas à livre provisão de yayin:
“Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite” (Is. 55:1).

As bênçãos do reino são simbolizadas pela provisão abundante de yayin : “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que o que lavra segue logo ao que ceifa, e o que pisa as uvas, ao que lança a semente; os montes destilarão mosto, e todos os outeiros se derreterão. Mudarei a sorte do meu povo de Israel....plantarão vinhas e beberão o seu vinho” (Amós 9:13-14). Em outra parte, lemos: “O Senhor dos Exércitos dará neste monte a todos os povos um banquete de coisas gordurosas, uma festa com vinhos velhos, pratos gordurosos com tutanos e vinhos velhos bem clarificados” (Is. 25:6). Claramente, vinho — incluindo o vinho meticulosamente envelhecido — é visto como um símbolo das bênçãos de Deus.

5. Testemunho de Cristo: É interessante perceber que nosso Senhor Jesus milagrosamente “fabricou” uma quantidade abundante (João 2:6) de vinho [yayin ] para uma festa de casamento. Esse vinho foi considerado “bom” pelo mestre-sala (João 2:10) — e os homens preferiam o vinho velho” [i.e., antigo, fermentado] porque ele era bom (Lucas 5:39).

Tendo “fabricado” vinho em Seu primeiro milagre, não é surpresa saber que o Senhor o bebeu publicamente. Isto fazia uma distinção clara entre Ele e o asceta João Batista: “Pois veio João Batista, não comendo pão, nem bebendo vinho, e dizeis: Tem demônio! Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores!” (Lucas 7:33-34).

6. Ausência de proibição: Em lugar algum a Escritura dá uma ordem universal como: “Não bebam vinho de modo algum”. De fato, os grupos seletos que abandonam o vinho são dignos de
menção por agirem de forma diferente ao costume dos tempos bíblicos, como, por exemplo, os Nazireus (Nm. 6:2-6) e João Batista (Lucas 1:15). Outros são proibidos de ingerir vinho somente durante o exercício formal de seus deveres específicos, a exemplo dos sacerdotes (Lv. 10:8-11) e reis (Pv. 31:4-5).

Todas as proibições quanto ao consumo de vinho envolvem proibições ao abuso ou consumo sem moderação: Não vos embriagueis com vinho (Ef. 5:18). Não esteja entre os bebedores de vinho (PV. 23:20). Não seja inclinado a muito vinho (1Tm. 3:8; Tito 2:3). Não se demore em beber vinho (Pv. 23:30).


Conclusão

Num tempo em que tudo é dito e feito, devemos distinguir o uso do vinho de seu abuso. Algumas vezes na Bíblia comer como um glutão é posto em paralelo com beber vinho de forma imoderada (Dt. 21:20; PV. 23:21). Mas o alimento não é universalmente proibido! Algumas vezes na Escritura a perversão sexual é posta em paralelo com a embriaguez (Rm. 13:13; 1Pe. 4:3). Mas nem todas as formas de atividade sexual são proibidas! A riqueza freqüentemente se transforma num laço para o pecador (1Tm 6:9-11), mas a Escritura não desencoraja totalmente sua aquisição (Jó 42:10-17)! Deus pretende que cada uma destas vertentes da vida seja uma benção para o homem, quando usadas de acordo com Sua justa Lei.

Pareceria suficientemente claro, então, que as Escrituras permitissem o consumo moderado de bebidas alcoólicas. A Bíblia não hesita em recomendar o vinho, nem se constrange em retratar seu consumo entre os justos dos tempos bíblicos. O vinho é dado aos santos como uma benção e alegria (Dt. 14:26; Sl; 104:14-15), ainda que para o imoderado e perverso ele possa vir a ser escárnio e maldição (PV. 20:1; 23:29-35).

Tradução: Márcio Santana Sobrinho
17 de dezembro de 2008. Aracaju, SE


terça-feira, 13 de abril de 2010

AOS QUE QUEREM ENSINAR A PALAVRA…

O que pode qualificar alguém para anunciar o que sabe?

De quem é a responsabilidade pelo erro coletivo entre os que confessam o Nome?...

É claro que o povo é responsável também, mas, na Bíblia, a maior responsabilidade é de quem não é povo, como o rei, o sacerdote ou o falso profeta...

Na Bíblia os verdadeiros profetas não poupam o povo, mas o tratam como um menino tolo e enganável...

Oséias diz que assim como é o povo é o profeta, e assim como é o profeta é o povo...

No entanto, é o profeta que diz: “Eu tenho a Palavra do Senhor!...” — o povo apenas diz: “Conta-nos então...”; e, frequentemente, ouve sem saber discernir a mão direita da esquerda...

Por isto o povo sofre... Sim, em razão de seus profetas vendidos, sacerdotes gordos de conforto e reis corruptos e luxurientos...

Nos evangelhos vemos o amor e a compaixão de Jesus pela gente do povo, chamando-os de ovelhas sem pastor...

Assim Ele diz que quem sabia pouco e errou conforme o que sabia, esse levará “poucos açoites”, mas o que sabia muito e não curou os seus próprios caminhos, antes deliberadamente continuou em seu erro, esse levará “muitos açoites”...

As piores advertências do Novo Testamento são feitas a quem diz que sabe..., a quem diz que vê..., a quem diz que conhece e propõe que outros façam conforme ele diz saber...

As únicas vezes que Paulo menciona nomes negativamente nas suas cartas, todas elas têm a ver com aqueles que diziam que sabiam, mas ensinavam o erro...

O mesmo se pode dizer de Pedro. Suas duas cartas lidam com os que diziam que sabiam e ensinavam errado...

Judas, o irmão do Senhor, também dedica a sua cartinha aos que diziam que sabiam e ensinavam, e, por isto, corrompiam o povo pelo engano de seus ensinamentos...

As duas últimas cartas de João se referem também aos que impediam o povo de ter acesso ao que era bom e verdadeiro...

Por último, à exceção da Carta à Igreja em Filadélfia, todas as cartas às Igrejas do Apocalipse, são textos de advertência ao “anjo”, ao mensageiro; e, além dele, aos que no grupo diziam que sabiam, e, portanto, ensinavam errado e corrompiam...

Tiago diz:
“Não nos esqueçamos irmãos que aqueles que dizem que são mestres, esses receberem muito maior juízo!”

O que pode qualificar então alguém para anunciar o que sabe?

Primeiro: saiba apenas o que está revelado... Todos os problemas acima mencionados com Paulo, Pedro, Judas, Tiago, João e outros, sempre se vincularam ao que os “mestres traziam como novidades”...

Segundo: ensine somente aquilo que você sabe que Jesus ensinou e que os apóstolos ensinaram; portanto, não invente...

Terceiro: veja quais são as implicações de suas opiniões em relação ao que já esteja revelado... Não tenha opinião que se choque com a revelação, nem ao menos de resvalo...

Quarto: creia que você se torna responsável pela mentira, pelo engano, pelo distorcimento, pela perda de rumo que seu ensino sugerir...

Quinto: saiba que sua falta de fé não deve ser sua mensagem, pois, por ela você será cobrado...

Sexto: por mais cheio de conhecimento que você seja..., ainda assim não pregue se você apenas souber sem fé... Não anuncie nada sem fé... Nem mesmo um grande conhecimento!...

Sétimo: saiba que aquele que ensina fabrica idéias e pensamentos... Portanto, veja o que você semeia na mente das pessoas... No fim você será cobrado por todas as sementes hibridas que plantou ou por todas as sementes que você anunciou como sendo de uma qualidade... , quando, de fato, eram de outra...

Leva tempo até que a Palavra seja decantada em nós...

Por isto se diz que o “neófito”, ou “recém”, o “novinho”, “o jovem imaturo”, ou o “homem empolgado”..., não devem sair pregando; antes, precisam dar tempo ao tempo, e ver que qualidade de fruto será produzido em sua própria existência...

E mais:
Se em sua casa, com os seus, você não frutifica o Evangelho, por que haveria você de pregar a outros... se você não faz o Evangelho mostrado em silencio pela sua própria vida?...

A seara é grande e os trabalhadores são poucos... Mas Jesus não mandou treinar e nem recrutar...

Não! Ele disse que se deveria pedir ao Senhor da seara para que Ele mesmo mandasse trabalhadores para a Sua seara!

Assim, melhor do que uma multidão de pastores que não sabem discernir entre a mãe direita e a esquerda... — é se ter apenas uns poucos pastores maduros, mas que façam tudo com amor e certeza em fé.

Não se apresse em levantar-se para pregar!...

Deixe que a Palavra levante você!

Quanto ao mais, apenas compartilhe o que seja o amor de Deus em você, mas não se apresse em ensinar...

Pense nisso!...

Nele,

Caio









A ênfase não na Bíblia, mas na Palavra de Deus

QUANTO À PALAVRA NO CAMINHO...

A ênfase na Igreja não deve ser no “Livro Bíblia”, mas na Palavra de Deus que nela a pessoa pode encontrar se a ler com o coração limpo de doutrinas religiosas, e se buscar entender tudo, antes de qualquer coisa, comparando o que se entendeu com o que se vê Jesus viver, praticar e ensinar enquanto segue...

O mais importante de tudo é que você leia como você lê qualquer outro livro; sem magia na leitura; buscando entender a leitura como você faz quando lê qualquer texto; pois, a inspiração bíblica não está “em códigos secretos”; antes está em palavras simples, que podem ser entendidas por todos, especialmente por todo aquele que buscar ver cada coisa que julgue ter entendido, comparando com o modo como Jesus vivia, pratica e ensinava todas as coisas...

Sim, pois a Bíblia é um livro feito de muitos livros, que são as Escrituras consideradas sagradas; mas, nem a Bíblia, o livro, e nem as Escrituras, o texto, são a Palavra Plena de Deus; posto que a Palavra Toda só tenha se materializado em Jesus, não em um livro, nem em muitos livros, nem em todas as Escrituras; posto que a Bíblia sem Jesus não faça bem; as Escrituras sem Jesus não tenham um foco e um nexo; visto que Jesus, Emanuel, Deus conosco, Ele e somente Ele, seja a Palavra, o Verbo, a Revelação Plena de Deus em todas as coisas.

Assim, ao ler, leia mesmo; leia sem medo; leia sem magia e sem fantasia...

Sim, leia como quem lê...; e apenas faça isto conferindo cada coisa com o que você encontrar acerca de Jesus e de Seus modos durante a leitura dos Quatro Evangelhos, Mateus, Marcos, Lucas e João.

Leia com a simplicidade dos leitores meigos e carinhosos; e, ao final, sem fazer força alguma, você verá que nunca mais lerá a Bíblia de outro modo, pois, ao ler tendo Jesus como a Chave para Entender as Escrituras, você verá que não há mistério; e que o que se entende é o que se entende mesmo; posto que a Palavra seja para todos; e seu entendimento não esteja vedado a ninguém que faça a leitura com o olhar puro e limpo de interpretações prévias e de dogmas predefinidos pela religião.

O profeta disse em nome de Deus: “O meu povo perece por falta de entendimento”.

Ora, o mesmo se pode dizer hoje, em plena Era da Bíblia como bestseller, pois, se de um lado nunca se vendeu tanto o livro Bíblia, de outro lado ela nunca foi tão pouco lida, meditada e conhecida em seus conteúdos.

Em geral as pessoas compram uma Bíblia para ter em casa, muitas vezes como um amuleto cristão. Outros compram apenas para usar nas reuniões que freqüentem... Entretanto, faz tempo que aqueles que se dizem discípulos de Jesus pararam de ler a Bíblia todos os dias.
Os dias são maus... Mais do que nunca se requer que todo aquele que confesse Jesus como Senhor mergulhe dia a dia mais profundamente no conhecimento da Palavra.

Que o Espírito Santo ilumine o seu olhar com a luz da simplicidade.

Nele, Jesus, que é a Palavra eterna pela qual se pode compreender não apenas a Bíblia, mas a própria existência,

Caio



segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ajuda-me a desa’fobia’r a alma... – parte I e II

Esta carta é continuação de outro texto postado aqui no blog, segue link:

Medo de raio e trovão - Astrapofobia - Parte I e II

------- Original Mensagem -----------------
De: contato Graça & Vida
Para: juliano.marcel@ymail.com
Data: 10/10/2009
Assunto: Ajuda-me a desa’fobia’r a alma... – parte I


Olá Juliano, graça e paz no Senhor!

Pois bem, eu disse que ia mudar de email e estou aquí para relatar a minha vida, para ver se você consegue detectar a causa da minha fobia por raios e relâmpagos.


Por favor, sigilo absoluto pois não é fácil para ninguém abrir o jogo de sua vida. Mas vou adiantar que tenho que ser longo no texto para você entender melhor. Eu sou o caçula da minha família que é de cinco pessoas. Meus pais, um irmão e uma irmã. Quando eu nasci, em 1963, minha mãe já tinha perdido dois filhos com problema de incompatibilidade de sangue com o meu pai. Eu também vim com o mesmo problema, a família ( pais e irmãos ) já tinham descartada a hipótese de sobrevivência minha. Então foi uma vizinha que me pegou e levou até o hospítal onde fizeram pela primeira vez aquí na minha cidade, uma transfusão de sangue.


Bom, sobrevivi. Então todos da família ( inclusive os avôs ) me chamavam carinhosamente de "milagre de Jesus Cristo". Meu Pai um homem de fé, além de trabalhar no serviço público, dedicou sua vida a igreja regendo os corais, ele era músico. Então o acompanhei durante toda a minha infância e adolescência. Ele era um referencial para mim. Eu crescí vivenciando só o ambiente de igreja e religiosidade. O pecado para mim era algo terrível. Não tive uma infância com os garotos da rua e seus brinquedos peculiares. Eu amava acompanhar o meu pai nas coisas da igreja, porque o reduto dele também era esse fora trabalho.


Quando ele ia trabalhar, como sou o caçula, meu irmãos iam para a escola e eu ia com a minha mãe para a casa das duas tias minhas que são solteiras. Vinha as tempestades elas, principalmente a minha mãe, tinha horror, e cresci vivenciando este medo,na infância, adolescencia e juventude.

Mudando de assunto. O meu pai não era uma presença muito viril, era mais um homem de personalidade boa e santa. Eu acho que isso me trouxe também um preço muito caro, por falta da psicologia do meu pai, não convivi com os garotos, algo que mais tarde veio trazer para mim tendências homossexuais.

Encurtando o assunto: depois de jovens, após os vinte anos, cai no mundo tentando encontrar a minha sexualidade e os "porques" da vida. Então entrei de cara, assumindo a minha intuição sexual, e tive uma vida ativa sexualmente com o mesmo sexo até os 40 anos de idade. Agora é quem vem o principal: mas nunca fui para casa feliz e realizado como os outros amigos meus após uma "noitada" nas orgias homossexuais. Quando deitava a noite chorava e pedia a Deus para me dar uma resposta porque sentia vergonha de ser daquele jeito e não o queria ser.


Também sofria muito com complexo de inferioridade, porque ao vivenciar a cultura do corpo como acontece nesta vida homo, sempre achei e tive vergonha do meu membro, o acho pequeno demais e sofria por causa disso também. Algo em mim dizia que eu iria mudar porque aquilo não era para mim. E eu via os casais e suas famílias, sentia inveja e desejo enorme de ser pai e criar uma família também.


Bom....quando a minha vida já não tinha mais sentido nas farras ( mas profissionalmente me tornei músico e realizado no meu trabalho ) no meu aniversário de 40 anos, decidi por um fim em tudo aquilo e disse a Deus com sinceridade:

"Olha meu Deus, estou fazendo 40 anos, vou somente trabalhar agora. Não vou sair mais, não vou nem se quer tocar em um homem ou muito menos ter mais contato com meus amigos...a partir de agora é com o Senhor...toma as rédias da minha vida e faça o que o Senhor desejar...que em tudo na minha vida seja feita a vossa vontade”.


Bom, isso foi em setembro de 2003... começou então uma vida tranquila, sem neuroses e deixando Deus levá-la. Eu estava preparando uma cantata de Natal com um coral que sou maestro numa cidade vizinha a minha, e no dia 10 de dezembro deste mesmo ano ( 2003 ) , esperando dar 19 horas para o ensaio, estava sozinho no hotel da cidade quando veio uma chuva muito forte, com vários raios e que durou cerca de uma hora e meia...depois daí meu trama voltou fortíssimo. Até mesmo de ir trabalhar nesta cidade me dá ansiedade porque agora associei ela com esta chuva e acho que todas vão ser iguais. Bom....minha vida foi passando, a parte sexual tranquila.


Comecei então a ler vários livros sobre as verdades de Deus sobre a homossexualidade e como isto pode entrar na vida das pessoas. Jamais aceitei que isso fosse normal, fosse de nascença... pois Deus é perfeito e criou o homem e a mulher para viverem juntos ou então entregarem sua castidade a ele. E achei várias respostas, buscando e me interiorizando.



Isso finalmente acabou, não fazia mais parte da minha vida a homossexualidade. Então, uma cantora que há quase 15 anos fazia parte do meu coral, encontrou comigo novamente ( ela saiu do coral quando se revelou para mim que me amava ). Bateu uma coisa diferente em mim, e começou despertar algo diferente para com ela. Mesmo assim na minha intimidade orava ao Senhor e dizia que não queria conduzir a minha vida, e sim ele , Deus, a conduziria. Mas que tudo fosse vontade dele.


Ela pediu para namorar. Mas antes, deixei ela a par tudo que tinha acontecido na minha vida. Inclusive relato fiel da minha experiência homossexual. Ela disse que não forçaria nada, que eu daria a minha decisão.


Pois bem senhor Juliano. Hà 4 anos somos casados ( casei em 2005 ) tenho uma filha MARAVILHOSA de 3 anos e meio. E agora você me pergunta: você está feliz......MEU AMADO AMIGO EM CRISTO JULIANO...NUNCA ME SENTÍ TÃO REALIZADO E FELIZ EM TODA A MINHA VIDA. AGRADEÇO A DEUS PORQUE HOJE SOU FELIZ, TENHO UM LAR, FAÇO A MINHA ESPOSA FELIZ E HONRADA, LEVO MINHA FILHA NOS CAMINHO DE DEUS E ANDO COM A CABEÇA ERGUIDA POIS DEUS ME MOSTROU E CONCEDEU A DIGNIDADE DE SER HETERO ASSIM COMO ELE ME CRIOU.


Então.... estou construindo, sou maestro profissional de 4 corais...temo a Deus como servo e tenho tudo. A única coisa que me arrasa e tira a minha felicidade é esta fobia, que não me deixa nem sair de casa para trabalhar ( isso só no verão, porque no inverno fico feliz e trabalho e vivo muito, porque não tem chuvas fortes com raios ). Eu sou um homem que já tirei os ossos no túmulo do meu pai, da minha mãe, e em 2001 do meu irmão. Sozinho, ajudei a fazer entoponamento na minha mãe no caixão com total desprendimento e aceitação.


Aí está o relato da minha vida Juliano...Deus o ilumine para que consigamos juntos "desfexar" o problema da minha fobia!

Um abraço irmão!


__________________________


Resposta:



Graça e paz, e descanso na alma “afobiada”!

Inicio assim minha resposta, porque o que li, é o relato de um homem cuja vida lhe proporcionou experiências destruidoras, porém, conseguiu em Deus encontrar salvação e libertação, porém, hoje ainda traz a “alma afobiada” das experiências e traumas que ficaram guardadas no inconsciente.

Você conseguiu perceber alguns indícios do que hoje te atormenta inconscientemente, porém, estes indícios embora perceptíveis como conhecimento, não lhe é discernível nos momentos de manifestações de medo fóbico-mórbido quando dos raios e trovões.

É bom ver que conseguiu se resolver quando da sua sexualidade, identificando a causa original – ausência da virilidade paterna [o pai como a Lei e referencial masculino] – sendo que conseguiu com a ajuda de Deus, retomar a sua vida como você nasceu.

Mas creio que nestas suas andanças durante as noitadas de orgias, sua mente foi invadida de pensamentos e questionamentos dos por quês da tal vida, se não era o que você desejava. Juntamente com estes conflitos internos, o descontentamento com seu próprio corpo – afinal, você menciona na carta que tinha vergonha de seu membro - , assim, sua mente foi invadida de muitas questões, e muitas destes conflitos internos geraram complexos, traumas, oscilação emocional, baixa-estima, sentimento de auto-rejeição – daí as buscas de respostas e soluções com psiquiatras, fármacos e psicólogos.

Até que em um determinado momento na vida – aos 40 anos – você decide tomar as rédeas de sua vida, pedindo a Deus ajuda para se libertar da vida que o oprimia. Só que, não foram alguns aninhos de conflitos existenciais. Foram 40 anos. Neste sentido, fundamentou-se no seu inconsciente determinados conceitos sobre si próprio que transcendeu esta sua mudança e busca de uma vida diferente. Assim, embora, você tenha conseguido parar com a vida homo em sua prática, internamente, existe estes traumas e conflitos que ainda perduram, que a meu ver se manifestam nessa fobia astrapofágica.

Vamos conhecer um pouquinho como isso se processa: medo mórbido associado à ansiedade mór­bida. Depois de excluir as obsessões e fobias traumáticas, que "são apenas recordações, imagens inalteradas de experiências importan­tes", Freud diz: "Devemos distinguir: (a) as obsessões propriamente ditas; (b) as fobias. A diferença essencial entre elas é a seguinte:
"Encontramos dois componentes em todas as obsessões: (1) uma idéia que se impõe forçosamente ao paciente; (2) um estado emocional associado. Ora, no grupo de fobias, esse estado emocional é sempre de 'ansiedade mórbida', ao passo que nas obsessões verdadeiras outros estados emocionais, como a dúvida, o remor­so, a raiva, podem ocorrer na mesma intensi­dade em que o medo participa das fobias." (Freud)

Segundo Freud, as fobias podem ser divididas em dois grupos, "de acordo com a natureza do objeto temido: (1) fobias comuns, um medo exagerado de todas aquelas coisas que qualquer pessoa detesta ou teme em menor ou maior grau, como a noite, a solidão, a morte, a doen­ça, os perigos em geral, cobras, etc.; (2) fobias específicas, o medo de circunstâncias especiais que não inspiram medo no homem normal; por exemplo, agorafobia e as outras fobias de loco­moção".

Sendo assim, entendemos que na percepção de que existe uma mudança climática, cujo céu se enegrece, e entende-se que cairá chuva, com raios e trovões, seu metabolismo já altera, alterando seu estado emocional, que gera ansiedade, que o impede de sair de casa, porque sabe que estará ocorrendo uma manifestação natural que foge ao seu controle. Até o presente momento, você tem conseguido controlar suas emoções, suprimindo seus traumas e conflitos internos. Exerce então este controle que lhe dá garantias de segurança para que possa sair de casa. Porém, ao perceber que algo sairá do seu controle – raios e trovões – e que perceberá que não conseguirá controlar esta força externa (natural), surge a ansiedade e o medo mórbido do objeto opressor.

Numa linguagem figurada, raios e trovões simbolizam força e poder. Justamente, aquilo da qual você disse sentir falta em sua infância – a presença viril do seu pai. O que ocorre, é que houve então a transferência desta percepção paterna em você, para um outro objeto, o raio e o trovão. Que hoje, apesar de você estar conseguindo controlar seus impulsos internos, ainda se manifestam traumas que provavelmente você tenta suprimir. Lembremos, porém, que todo este processo é inconsciente.

Creio que há a possibilidade de você voltar à vida normal. Gozando da liberdade de ir e vir sem que tenha medo de pegar uma chuva pesada no caminho.

Isso ocorrerá quando houver a entrega total de sua vida à Deus. Sim, uma entrega total, sem limites, se desnudando para Ele, para que Ele possa mostrar-lhe o caminho a seguir para dentro, para que possa encontrar as moradas destes medos fóbicos.

Existe um programa cujo item 4 é: Fazer um destemido inventário moral de si mesmo.

Fazer este inventário necessita não ter medo. Sim, não ter medo do que podemos encontrar dentro de nós. Quando entrega-se a vida verdadeiramente e integralmente aos cuidados de Deus, precisamos dar-Lhe a chave de todos os baús que temos em nosso coração. Daí a dificuldade de viver uma vida com Deus, pois exige de nós esta entrega; e nem sempre estamos dispostos a entregar as chaves do nosso coração.

Normalmente limitamos Deus em nossas vidas. Até verbalizamos entregas e transparências, porém, nossos pensamentos e sentimentos procuram esconder o que realmente carregamos dentro de nós.


Quando ocorrer verdadeiramente esta entrega, você será curado desta fobia. Existe um salmo que diz:

SALMOS 29
Louvai a majestade de Deus
Um salmo de Davi.

29 Tributai ao SENHOR, vós, filhos dos
poderosos, rendei ao SENHOR glória
e força.

2 Tributai ao SENHOR a glória devida ao
seu Nome. Adorai ao SENHOR, por causa
do esplendor da sua santidade.

3 A voz do SENHOR ressoa sobre o bramido
das águas. O Deus glorioso troveja, o SENHOR
está sobre a vastidão dos mares.

4 A voz do SENHOR expressa força; a voz
do SENHOR é majestosa.

5 A voz do SENHOR quebra os cedros; o
SENHOR despedaçou os cedros do Líbano.

6 O SENHOR faz o Líbano saltar como bezerro;
e o monte Hermom, como cria de
búfalo.

7 A voz do SENHOR corta os céus com
raios flamejantes.

8 A voz do SENHOR faz tremer o deserto; o
SENHOR faz tremer o deserto de Cades.

9 A voz do SENHOR faz tremer as corças e
desnuda os carvalhos nas florestas. E no
seu templo todos bradam: “Glória!”

10 Acima do Dilúvio estabeleceu o Eterno
seu trono. O SENHOR reinará para sempre.

11 O SENHOR concederá força ao seu povo;
o SENHOR abençoará o seu povo com
paz.




Veja que o trovão é descrito como a Voz de Deus. Você já parou para pensar nisso?

Então, creio que o medo dos raios e trovões que você tem, tem um outro catalisador que não é o objeto em si, porém, algo inconsciente que você traz aí no peito.

Por que está abatida a sua alma, e se perturbas dentro de ti??? És capaz de esperar em Deus, cuja voz ressoa como um trovão e corta os céus como um raio???

Descanse sua alma “afobiada”, lançando sobre Ele todas as suas ansiedades, porque Ele tem cuidado de ti.

Pense no que escrevi, analise, ore, questione a si mesmo, faça uma viagem existencial para dentro de você mesmo, e procure seus medos verdadeiros. Quais são? Me responda depois desta analise.

Receba meu carinho!

Juliano Marcel


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------- Original Mensagem -----------------
De: contato Graça & Vida
Para: juliano.marcel@ymail.com
Data: 10/10/2009
Assunto: Ajuda-me a desa’fobia’r a alma... – parte II


Olá meu amigo! Tudo bem?

Espero que sim, na santa paz!

Estou retornando porque você me permitiu fazê-lo, não quero ser um incômodo.

Primeiro agradeço a Deus por fazer caridade através dos homens, e você é sem dúvida um instrumento dele. Sábias palavras, colocastes em meu coração. ( Só não posso pagá-lo pegas consultas rsss ) Mas vou orar por você em agradecimento a Deus.

Primeiro peço permissão para continuar "a consulta" com liberdade de você responder quando quiser e sem querer atrapalhar o seu tempo.

Resumindo destaco em sua análise:


___ O poder paterno e viril transferido para os raios e trovões.

___ E o mais importante: eu queria ser pelo resto da minha vida como adolescente até os 16 anos, porque me considerava totalmente puro. Pois fui perder a virgindade com 24 anos (e infelizmente com homem).

___ No meu pensamento, Deus está horrorizado com tudo que eu fiz, e me sinto como se os trovões e raios fossem para mim diretamente. É como se, não pudesse ser feliz totalmente, e tivesse que ter algo para sofrer, entende? ( Isso é claro, inconsciente ) pois sei que ele é misericordioso e já perdoou o meu passado.

___ Agora, vamos analisar juntos:
Sou egocêntrico / perfeccionista / e muito sensível com críticas alheias, e ainda tenho um pouco de complexo de inferioridade por causa do "órgão" / E para arrematar, gosto de estar no controle das situações...

E aí..ajudou mais um pouco?

Aguardo resposta quando puder.

Um abraço, e obrigado por ser um ombro amigo, mesmo tão distante.

Graça e Paz no Senhor!

___________________________


Resposta:

Graça e paz, e todo o bem!

Obrigado pelas palavras, e agradeço pelas orações!

Querido, vejo que conseguiu em alguns momentos identificar algumas coisas que ficaram marcadas em sua vida, e que discerniu algumas questões a seu respeito. Vamos lá, seguindo suas colocações:

___ O poder paterno e viril transferido para os raios e trovões.

R: Quando mencionei isto na resposta anterior, fiz menção de usar a questão da “transferência do objeto” – a ausência desta realidade paterna, e a expectativa de viver esta realidade transferida à raios e trovões.


___ E o mais importante: eu queria ser pelo resto da minha vida como adolescente até os 16 anos, porque me considerava totalmente puro. Pois fui perder a virgindade com 24 anos (e infelizmente com homem).

R: Sua mente ainda sente falta do tempo da adolescência, onde julga ser o tempo da pureza, somente por não ter tido relacionamento íntimo. Porém, esta te engana, e te oprime, devido a experiência não saudável que teve ao se relacionar com homens. Embora hoje esteja casado com uma mulher que te ame, e tenha uma filha, ainda assim, é assolado pela realidade das experiências que geraram um trauma na sua alma que se manifesta no temor que você menciona no item seguinte.

___ No meu pensamento, Deus está horrorizado com tudo que eu fiz, e me sinto como se os trovões e raios fossem para mim diretamente. É como se, não pudesse ser feliz totalmente, e tivesse que ter algo para sofrer, entende? ( Isso é claro, inconsciente ) pois sei que ele é misericordioso e já perdoou o meu passado.

R: A contradição de suas certezas é justamente o acusador que lhe condena. Você começa dizendo que no “seu pensamento”, embora conclua dizendo “sei que ele é misericordioso e já perdoou o meu passado”. A incerteza que você demonstra no início da sua afirmação, não é coerente com a certeza com que você encerra a frase. É anti-tético. Você sente como se fosse repreendido pelos raios e trovões, justamente por achar que Deus está horrorizado, assim, inconscientemente, ao mesmo tempo em que sente julgado por Deus, sua alma clama pela certeza do perdão de Deus. E este clamor não parte da sua alma para Deus, e sim, da sua alma para você mesmo, pois, embora como encerra dizendo que sabe que Deus o tenha perdoado, assim mesmo, não acredita fielmente neste perdão. Você vive então assolado pela falta de perdão próprio. Isso é normal, pois sempre os homens projetam a Deus, as incertezas e temores que carregam no peito sobre si próprio. Assim, se você não se perdoa, o que lhe vai na mente é que por conseqüência Deus também não o perdoe, e o segue na vida, aterrorizando a você com raios e trovões que o façam imaginar que seja a condenação pela vida pervertida que teve.

É claro que uma vida assim é impossível ser feliz. É um inferno viver assim. O que fica patente, é que embora você manifeste uma consciência do perdão de Deus, você – e unicamente você – é assolado pelo seu passado, sendo este a única realidade que pode nos separar do amor de Deus!


“Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”.

É o que Paulo escreveu no capítulo 8 aos Romanos, mas não menciona o passado! E por quê?

Por qual razão Paulo não fez questão de mencionar o passado, uma vez que ele coloca uma seqüência de coisas que em si incluem tantas outras, mas quando diz que “... nem o presente, nem o porvir...” ele não inclui ou menciona o passado?

Teria Paulo se esquecido do passado? Não! Paulo não se esqueceu do passado, aliás, o passado é uma coisa que ele traz sempre consigo.

Na verdade, quando Paulo cita uma série de coisas que não podem nos separar do amor de Deus, ele não menciona o passItálicoado, porque é nas obras mortas – portanto no passado – onde habita o “espírito da separação” do amor de Deus.

O passado é um demônio, e o único capaz de inibir nossa relação com Deus, e por conseqüência, desfrutarmos do amor de Deus.

Apesar de confessarmos Cristo como salvador, e de “supostamente” acreditarmos no Seu perdão, de uma forma ou de outra, nossa crença neste perdão não é total, ou melhor, confessamos com a boca ter sido perdoado, porém não cremos com o coração inteiramente nessa confissão que fazemos.

Não conseguimos acreditar nesse perdão de forma como Deus quer que acreditemos.

Dessa forma, a dúvida por algum pecado cometido no passado, ou numa condição de vida promíscua, ou alguma coisa errada cometida, nos faz vivermos presos neles, de forma que somos atormentados pela lembrança do passado, das situações vividas, das atitudes tomadas, e pensamos que até mesmo o mal que vivemos ou que nos é acometido hoje, seja conseqüência de alguma coisa plantada lá atrás, que vem no sentido de um carma, ou de hereditariedade, ou colheita, ou maldição que nos atormenta hoje.

Apesar de Deus dizer insistentemente que nos perdoou, e que nos perdoa, e que nos perdoará, não somos capazes de descansar nessa confissão, de colocarmos nossa fé nesse perdão.

Pois o problema é que mesmo quando Deus diz que o passado está perdoado, ainda assim, a maioria das pessoas não se perdoa por ter vivido, ter errado, ter se enganado, ter traído, ter ingerido mal os recursos, ter adulterado, ter roubado, ter falhado, ter se omitido, ter agido mal, enfim, por ter vivido de forma contrária ao projeto original.

E por quê? É que a maioria gostaria de ter vivido corretamente, ter acertado sempre, ter vivido a verdade em todos os aspectos e ter tido bom êxito em tudo.

Assim, é no e do passado que o Diabo vive. Se alimentando das nossas fobias existenciais, das nossas dores passadas, das feridas que ainda não cicatrizaram e que quando tocadas sangram, dos medos, dos traumas passados nos atormentando noite e dia!

Assim, nessa consciência, podemos dizer que quem não tem percepção da sua própria queda, nunca estará aberta à significação intrínseca da graça, que nos traz perdão e descanso.

O que fazer?

Como se livrar do passado para viver o presente, e ter esperança de um futuro seguro?

Conscientizando-se de que nada pode nos separar do amor de Deus.

Nem eu mesmo?

Sim e não! Não, apenas porque a Antiga Serpente é, entre as criaturas, mais uma das que não tem poder para nos separar do amor de Deus. Sim, porque nós somos as criaturas que podemos não crer na inseparabilidade desse amor, especialmente em razão do passado e da culpa!
As obras mortas são as que mais matam. A morte vem do passado! Mas eu agora sou filho do Dia Chamado Hoje. As distâncias, a solidão, o abismo e até os céus não podem me afastar do amor de Deus. O passado não é incluído! O passado não pode nos separar do amor de Deus, mas pode nos separar da experiência do amor de Deus! O passado pode me roubar o momento, pode não permitir o Dia Chamado Hoje de me fazer bem. Afinal, basta a cada dia o seu próprio mal.
O amor de Deus só é inaproveitado como Graça em razão das culpas e justiças próprias que viraram neurose, fobia, trauma e legalismo paralisante e auto-punitivo! — e que procedam do passado. O passado agora é neurose. Por isso é que Hoje é o dia de salvação.
Tudo isso apenas para terminar sem hesitação dizendo o seguinte: Não brinque de esconde-esconde com o passado. Você vai viver expulsa-mente preso no passado! É dele que procedem os demônios que nos atormentam hoje!

Assim, uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam (incluindo o passado), prossigo para as que adiante de mim estão! A nova criatura só será nova se não tiver no passado a finalidade de sua existência. As coisas antigas já passaram, mesmo as velharias do dia de ontem, 24 horas antes de eu haver escrito esse texto. Tudo virou o não-passado, pois, eis que tudo se fez Novo.

Quer dizer que o que vivi não foi vivido? Não! Quer dizer que já foi... “Fui” — é a gíria da moçada!

E se eu não fui, não sou!

O que me resta? Resta-me tudo. Resta-me ser em Cristo. Ele é meu criador. Não é um lugar. Só se é filho da eternidade quando o passado perde seu poder de lugar e a eternidade assume seu não-lugar, que é sua maior realidade em nós, visto que ela habita o coração.
Assim, aprendo que não tenho poder de alterar o passado, uma vez que já foi vivido, mas, trago a oportunidade constante de viver de forma digna o Hoje – o presente – podendo ter e crer num amanha certo em Deus!

Ainda que meu amanhã me traga dores, não viverei com dores do passado, mas viverei a cada dia como sendo o último, tendo a oportunidade de neste dia chamado hoje, deliciar-me no amor de Deus, e descansar na graça que me foi dada e generosamente graciosa em Cristo.
Afinal, mais uma vez digo, basta a cada dia o seu mal!

Crendo assim, liberto da fobia do ontem – do passado – vivo o hoje na fé, certo que nada pode me separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, pois liberto do passado fui; apenas trago na memória as lembranças do ontem, podendo aprender com meus erros e acertos, crendo que apesar de terrível, todo o meu passado está crucificado com Cristo Jesus, podendo hoje viver uma novidade de vida “em” Cristo, pois Deus estava em Cristo na cruz, reconciliando consigo o mundo não imputando aos homens suas transgressões.

E como o salmista dou um brado: “bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa transgressão, e em cujo espírito não há engano”, e que alcança misericórdia e graça em Cristo.
Ou seja, o passado “já era”.... como lugar de permanência, de vivência diária e prisão, hoje, é apenas lembrança do que um Itálicodia já foi!


___ Agora, vamos analisar juntos:
Sou egocêntrico / perfeccionista / e muito sensível com críticas alheias, e ainda tenho um pouco de complexo de inferioridade por causa do "órgão" / E para arrematar, gosto de estar no controle das situações...

R: Após a explicação do argumento anterior, fica claro os motivos destas definições que você faz nesta sentença. Para superar a falta de perdão, e os traumas instalados na alma pelas experiências que teve no decorrer da vida, um modo que você encontrou para sobreviver, foi pensar em si mesmo – egocentrismo. Ainda assim, busca então uma vida perfeccionista, para mascarar as desordens interiores, não aceitando críticas alheias, pois as mesmas o fazem lembrar de que não é um homem forte, assim, não é fácil se enxergar. Usa-se então esta máscara para tentar viver. Este complexo de inferioridade vem com a impossibilidade de se aceitar como se é. Mesmo com o “membro” pequeno. Afinal, ainda bem que você tem um membro, ainda que pequeno, pior seria se não o tivesse, ou pior, se fosse impossibilitado de se relacionar intimamente com sua mulher.

O problema todo está em como você se enxerga. A projeção de tudo o que já viveu, olhando para seu “órgão” – que representa a masculinidade de um homem, e se sentindo menor devido ao “tamanho”, só o faz enxergar a si mesmo como um nada, ou nas palavras de Paulo, um raca.

Saiba que esta afirmação é verdadeira: “Tamanho não é documento”. Até porque não é o tamanho que faz com que um homem seja másculo ou não. E sim, o que você faz com ele, e o que sua companheira sente por você.

Meu irmão, está na hora de você conhecer verdadeiramente a Deus, e viver o seu casamento plenamente. Você teve o privilegio de encontrar uma pessoa que te ame, e que se importa contigo, e que esteve disposta a viver com você não levando em conta o seu passado. Ela o ama como você é. A questão do “tamanho” é coisa da sua cabeça, pois creio que sua esposa se satisfaça com você, independente do tamanho. Na vida conjugal de um casal, o que vale não é o tamanho, e sim, como é que acontece o relacionamento íntimo. Deve haver carinho, amor, desejo, respeito, muita vontade de satisfazer o outro, e entrega total. Quando se vive assim, não encontra tempo para olhar pequenos detalhes que não interferem na vida.

Justamente por estes sentimentos que você nutri a seu respeito, é que faz com que você tente estar sempre no controle da situação, e qualquer possibilidade de perder o controle, você surta.

Meu irmão, eu preciso perguntar uma coisa pra você: “Qual Deus você conhece?”

Não é possível alguém conhecer o Deus de Jesus, e viver com as limitações e traumas que você vive. Sim, penso que você tem servido o “deus” da “igreja”. E não o Deus de todos os homens.

Sim porque é impossível crer em Deus e no seu perdão, e ainda assim, não experimentar a Graça do perdão na vida. Afinal, ou a cruz me serviu pra tudo, ou ela não me serviu pra nada.

Você precisa conhecer a Deus verdadeiramente. Quando este encontro com Deus acontecer, você terá sua vida mudada. Estes traumas serão sarados. Seus complexos serão sanados. E você se enxergará um homem que teve a Graça do Perdão, e por Graça se perdoa, e por Graça caminha na vida com a certeza do perdão de Deus.

Procure ler mais o novo testamento inteirinho. Busque em Deus o perdão a si próprio. Se perdoe de verdade. E você experimentará a libertação de todos os seus medos e fobias. E ouvirá a Voz Dele num trovão não como uma repreensão, e sim, como a manifestação de Deus na terra, vendo a natureza glorificar o Seu Criador.

Espero ter ajudado mais um pouquinho!

Um grande abraço meu irmão!

Juliano Marcel

Bragança Paulista/SP

26/10/09

juliano.marcel@ymail.com

http://www.julianomarcel.blogspot.com/

http://www.bloggracaevida.blogspot.com/


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Medo de raio e trovão - Astrapofobia - Parte I e II




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De: contato Graça & Vida


Enviada em: quarta-feira, 30 de setembro de 2009 17:27

Para: juliano.marcel@ymail.com

Assunto: Peço ajuda!



Olá Juliano, boa tarde!



Achei muito interessantes e animadoras as palavras que lí em um texto seu no site Graça e Vida. Gostaria de pedir-lhe uma ajuda. Tenho 46 anos, sou casado, Pai de uma linda menina de 3 anos. Sou completamente feliz, um homem de fé, mas sofro terrivelmente de uma fobia que atrapalha até mesmo a minha profissão.


Quando começa a armar chuva, nem saio de casa porque tenho pavor dos raios e relâmpagos..chuva não, pois gosto muito de vê-la cair.


O meu foco de fobia está exclusivamente nos relâmpagos e raios. Já fiz muitas consultas: psiquiatras, psicólogos.... e nada.


Estou muito desesperado porque minha qualidade de vida está indo pelo "ralo" ainda mais quando chega o verão que a incidência de raios é maior.


O que devo ler, fazer ou procurar?


Pode me dar algumas palavras de alento?


Aguardo sua resposta!


A bênção de Deus e obrigado!

B.

OBS: a minha vida é cantar pois sou maestro de 4 corais.


__________________________________


Resposta:


Graça e paz, e refrigério em sua alma!


Querido, ante a sua situação atual, em primeiro lugar peço que leia o Salmo 42 – 5,11:


“Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face. Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face, e o meu Deus.”


Sim, porque o que você chama de desespero e medo de trovão é o Astrapofobia. Você está com fobia de trovão e raios. Fobia (do Grego "medo"), em linguagem comum, é o temor ou aversão exagerada ante situações, objetos, animais ou lugares. Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia, as fobias fazem parte do espectro das doenças de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares.



Você já procurou ajuda em psiquiatras e psicólogos, como você mesmo disse, porém, apesar de dizer ser um homem de fé, esta fé se abala quando uma chuva se arma, e os trovões retumbam. Aí onde está o homem de fé??? Ou melhor, em que ou em quem está a sua fé?



Querido, você está com a alma perturbada, e a razão desta perturbação é outra. Sim, porque o problema de sua fobia é fácil de resolver, porém, o que inquieta a sua alma e se manifesta através do medo de raios e trovão, é outra coisa.



Deus é o criador de todas as coisas. Se você serve este Deus, não há razão para temer Sua criação.


O que precisa fazer é esta busca pessoal dentro de você mesmo. Sim, efetuar uma auto-analise, profundamente sincera, disposto a mexer em todas as áreas aí dentro, e abrir os baús da alma. Se desnudar diante de você mesmo. Quando isso ocorrer, encontrará a verdadeira razão do seu medo. A transferência para trovões e raios é apenas uma compensação-exteriorizada deste medo do lado de dentro, porém, não é o fim.



Esta busca tem que ser sincera e verdadeira. Nem sempre gostamos do que encontramos. Porém, para sermos curados, precisamos saber o que nos atormenta a alma.



Este salmo faz uma pergunta inicial que você pode fazer a si mesmo: “Por que te abates oh minha alma?”



Querido, por que sua alma está abatida?



Quando iniciar esta viagem para dentro de si mesmo, convide Deus para lhe acompanhar e lhe mostrar onde estão os seus medos, e quando começar identificar as possíveis causas, me escreva novamente. Aí poderei ser de melhor serventia!



No aguardo de sua resposta!



Na Graça Dele, cuja voz é como um trovão que retumba em meu coração me dando a certeza de que Nele toda fobia é transformada em certezas pela fé!


Juliano Marcel
Bragança Paulista-SP
30/09/09
juliano.marcel@ymail.com
http://www.julianomarcel.blogspot.com/
http://www.bloggracaevida.blogspot.com/


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De: contato Graça & Vida


Enviada em: quarta-feira, 30 de setembro de 2009 23:04

Para: juliano.marcel@ymail.com

Assunto: RE: Peço ajuda!



Graça e Paz meu amigo!


Que Deus o abençõe!


Me permita ser um pouco longo em minhas palavras, já que as suas foram de grande alívio e consolo para o meu coração. Sim, acredito também que a minha fobia por raios e relâmpagos, ( pois como já disse, eu amo a chuva caindo e seu barulho só me apavora os raios.) só pode ter uma outra conotação, quero dizer, algum problema disfocado para este outro. Mas posso lhe pedir um favor?... Estou decidido a lhe contar tudo sobre o meu passado desde a atualidade para você "pintar um quadro" e conseguir fazer um "diagnóstico" mais preciso sobre minha vida, e talvez achar o foco deste fobia...Posso lhe escrever novamente?...


Ok! Mas vou enviar o email em outro endereço tá bom?


Que você seja uma voz enviada por Deus a acalentar e ajudar um homem que está preso a algo que tanto lhe prejudica, no meu caso, a fobia dos raios..só isso. No mais, louvo a Deus pela linda e abençoada vida que tenho.


Um abraço e aguarde!


B.


_________________________


Resposta:



Mano amigo, graça e paz!


Claro que pode me escrever. Como disse, estou aguardando sua carta para que possa ajudar da melhor forma possível!


Receba meu carinho,


Na Graça Dele,


Juliano Marcel


Estou frustado com a "igreja" após experimentar a simplicidade da Graça


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From: contato Graça & Vida

To: juliano.marcel@ymail.com


Date: Fri, 18 Sep 2009 03:15:34 +0300




Pr Juliano, a Graça e a Paz sôbre sua vida!

Estou um pouco sem jeito de como conversar com o irmão por ter ficado tanto tempo Sem manter contato como devería, de comunhão ou sêr mais participativo no seu blog. Peço desculpas e sua compreensão, por só agora, procurá-lo.


Mas depois de orar, senti paz de abrir isso com o irmão, usufruir do seu valioso tempo. Obg desde já.


Quando eu estava muito desmotivado em congregrar com a família em uma igreja muito tradicional, e legalista, aqui da cidade, o Senhor permitiu que eu chegasse até os amados irmaos da comunidade da graça, e foi uma benção. Benção mesmo!


Porque foi como se abrisse um novo horizonte o qual eu podia ver possibilidades de eu me fortalecer no Senhor novamente, depois de uns tombos. Também de têr um "lugar" após eu compartilhar com os descrentes, do perdão de Deus em Jesus, e poder então ter um caminho para orientá-los indicá-los a esse local, (um caminho que flui a Graça) já que eu, por estar tão desacreditado com escrituras, não sentia vontade de orientar nenhuma pessoa para nenhuma denominação daqui, após essas pessoas aceitarem a salvação, em Cristo.




Fui Reavivado novamente na esperança, e em várias áreas Deus é testemunho deste fato, e o quanto foi motivador para mim. Aleluia!Agradeci a Ele por tê-los encontrados. Você, o Irmão Marcelo Quintela, e outros irmãos. Puder rever as mensagens do Caio Fábio. Foi MUITO sustentador para mim naqueles dias.




Mas Irmão, nestes dias tenho vivido uns dilemas pois continuo sem congregar na denominação, e há tempo entreguei o cargo de liderança de um Grupo pequeno,e outro em um ministério chamado "Homens da promessa" da mesma denom., que ao meu vêr se tratava mais de entretenimento, que comunhão e edificação como devería ser, e não ficarmos apenas no superficial, como era.


Essa minha decisão levou o Pastor principal (infelizmente) a achar que eu fiz desdém.
Mas eu quería "pegar" em algo mais que pudesse ser chamado, entendido provado como Cristianísmo. bom... isso faz já uns meses.


Perdão pala minha fraquíssima digitação. Dá um desconto celestial... rsrsrs
De lá pra cá, tentei manter contato com uns irmãos que têm o discernimento, a visão dos que Se reúnem como Igreja. Tive a oportunidade de ir uma vez lá no auditório em bsb, e ouví uma abençoda mensagem do Pr Caio Fábio.



Depois procurei se havia algo em andamento aqui na cidade dentro deste viver pela Graça. No caso, uma estação aqui na cidade. Fui informado que por enquanto não.Também eu nãoestava, (nem ainda estou) por motivos "n", capacitado pelo Senhor, a iniciar uma estação aqui como gostaría.




Então neste intervalo conheci uns irmãos da igreja local, lá de Goiânia, parentes da minha esposa, que vinham sempre por aqui. Comecei a ter comunhão com eles, foi-me passado um bom material "Alimento Diário", tenho meditado nos escritos tem sido edificante. E embora eu ainda não tenha estado em nenhuma reunião coletiva com eles, nem aqui e em nenhuma outra cidade, ainda, estou em comunhão com alguns através do orkut, e assistindo muitos vídeos. Passei a compreender melhor como é a visão, e de que estar no Senhor é que mais importa.



Acontece que a minha esposa e filho ainda vão na denominação, não têm entendimento da igreja como corpo univelsal de Cristo, independente de denominação ou continente onde o Reino DENTRO esteja, em todos Cristãos, (têr Cristo dentro sendo habitação no espírito) e lamentavelmente seguem o espírito religioso,onde qualquer que seja a atividade lá,ou serviço no Corpo, sempre há algo além do próprio Senhor,seja no serviço aos outros irmãos, ou mesmo nos muitos "ministérios"... de construção (orçado em Um Milhão) e outros vários serviços, dentro da denominação.


Sinto como se estivessem construindo mais um "reinozinho" fisico/prédio e humano/pessoal que ficará, no dia do Senhor. Pedras que não poderam ser arrebatadas.

A liderança deixa em evidência a força apenas do homem natural em vários aspéctos, ao invés de se deixarem sêr apenas um Vaso, quebrado, e assim poder fluir a "fragrânancia" conforme a vontade do pai EM e COM Jesus DENTRO dos irmãos. Operando por meio de todos, não somente nas coisas naturais, como fazer, constuir, correr, visitar sêr ativo, etc etc..... agindo meramente no lado bom da natureza humana, mas que não trazem resultados de vidas regeneradas, dispostas a negar a vida da alma, e viverem no espírito andando no Espírito, para que a glória seja sempre para o nosso Senhor.

Com isso, o quem tem havido na congregação, é um alto nível de irmãos e irmãs vivendo na prática de pecados. Não se examinam a sí mesmo. Não conseguem negar o lado pecaminoso inerente da velha natureza, há pecados entre famílias, indígnos de mencionar. Nem os aparentementes menos pecaminosas como, como fazer o bem no esforço próprio, se achar, etc



Um pouco, essas fraquezas do velho homem ficam camufladas nas atividades e programações constantes,... muitas. Resolver os problemas espirituais, que requer profundo arrependimento e confissão passa-se pelas distrações das programações e atividades. Deus tenha misericórdia de mim e me guarde.
Pastor. Eu "vejo" demais.



Quando no grupo pequenos eu fazia colocações mais voltadas para vida com Deus, para andarmos em realidade de vida, não havia, entendimento por parte dos irmãos, e em tom de brincadeiras distraíamos para o superficial, aparente, litúrgico. Fui meio convocado então, a fazer o Seminário da denominação, para poder "falar em linha" com a denom., disseram-me.
Então meu coração esfriou de vez, e fui me afastando, aos poucos, por causa dos novos irmãos, que tinham se achegado.



Irmão, você, que eu admiro muito pela sua lucidez espiritual, sabedoria que Deus lhe deu, peço a sua ajuda no sentido de um parecer quanto aos irmãos que se reúnem em locais, as chamadas igrejas locais.




Acontece que muito levianamente, têm rotulado a esses "irmãos em localidades" AQUI, pelo menos, na denominação que eu ía, como sendo apenas mais uma seita (tipo mormons) e tantas outras. Está complicado esta situação, têem destribuido livros de renomados Teólogos afirmando que se trata de uma seita. prevenindo os congregados e os novos na fé. Para os Cristãos mais tradicionais essa afirmações são blindex para se manterem sem questionarem
tal afirmação leviana.Penso que para falar denegrindo o movimento dos irmãos locais, além de teólogos, quem se dispuser, deve têr um senso de justiça que vem do próprio Justo, o Senhor, que habita nos salvos e consagrados a Ele.


Falo honestmente que, "entendo", (até hoje) que os irmãos se reúnem para dentro do nome do Senhor Jesus. E só. Não é o centro o homem,organização, denominação ou fisiologismo evangélico, ou relações meramente humanas, baseadas apenas nos afetos não Cristãos. Amado irmão, isso discirno até o presente momento. Se eu tiver errado em uns pontos ou no todo, já pedi a Deus que Ele me ilumine com a renovação da mente, nestes aspectos.



Pelo que já ví no orkut, e comunidades, a ênfase é o abandono do velho homem, o negar a si mesmo, transmitir a vida de Deus que esta dentro de todos os que já passaram pelo novo nascimento. e outros pontos que não se apóiam em doutrina de homens.


Mas aqui na cidade há um levante contra essa igreja local, o pastor falou domingo, no púlpito, que irá pregar três quartas-feira sôbre as seitas, e inclui fortemente os das igrejes locais. Acho um equívoco usar a posição como formador de opiniões, e mesmo um ambiente que devería falar da vida, Jesus, tratar destes assuntos que não edificam, só causa mais divisão. Eu não creio que devería ser assim, o que tem por trás, quais os receios, é casuísta tanta preocupação!




Não tenho feito apologia ao mover destes irmãos aqui na cidade, como alguns falaram.
Tenho feito uso do orkut para minha comunhão com uns poucos irmãos de localidades, não daqui, Então os que são da denominação, observam no orkut e dizem coisas.
Poderei até começar a convidar uns para participar de umas comunidades, assim teriam razão de falar que estou fazendo proselitismo. Pelo menos, caso tivessem um interesse genuíno, com o coração aberto, poderíam chegar a conclusões próprias sem estarem com a mente passiva, ou conhecendo apenas um lado, tendencioso.




O que tem havido aqui é uma bajulação generalizada, amor fingido, parece mais é um clube social. Eu odéio isso, me afasto, ai é que têm um motivo errado para falar que estou em seita. Eu de fato tenho um jeito introvertido mas não é o caso. O que eu tenho lido nas comunidades me enchem o caração, me atraem, sinto-me alimentado espiritualmente. Já perdi tempo demais com coisas erradas, e não tenho mais paciência de ficar só no ôba-ôba.




Por Deus...., que esta em nós, e por todos os que com eu estivemos juntos lá, na denominação... ou poder dizer como Paulo "não mais eu", ou "seja feita a Sua vontade" ou "negar a sí mesmo"... se o Senhor me mostrar, eu podería até voltar para denominação como minha esposa e outros irmãos querem.



Mas a convicção, vinda da parte de Deus, terá que está no meu coração. Caso contrário não, e eu não sei onde isso vai parar.



Caro amigo Juliano, peço que fale comigo sôbre o que escrevi, e sobre as igrejas em localidades. preciso que alguém com encargo, e que fale a verdade. Não fico melindrado, já passei disso.




Eu estou só, aqui. Os amigos que tenho aqui da denominação, se afastaram, restou um, que faz Seminário na denominação, e evitamos falar sôbre esses assuntos. Também ele não tem maturidade.




Muito obrigado por me ouvir, e por favor fale-me algo, mesmo que seja breve, tão logo o irmão leia esta.



Fico muito grato.


Graça e Paz! Jesus é o Senhor!



___________________________________




Resposta:


Graça e paz Mano, e todo o bem!


Antes de mais nada, deve-se atentar para o lugar em que estamos freqüentando, se prega o Evangelho como Ele é – Simples – ou usa-se Dele, para barganhar com Deus as coisas deste mudo e satisfação do deus-ego. Sim, porque se é do Evangelho que se fala e se vive, mano, abrace a causa, e ajude a anunciar o Evangelho. Do contrário, é sempre bom se afastar daqueles que querem perverter o Evangelho.


Sempre que surge pessoas que não estão debaixo de denominação, ou seguindo uma linha denominacional, e se não segue o fluxo do pacotão da religião chamada “cristianismo”, eles – os fariseus – a denominam seitas e heresias.


Sim, porque para eles, se não for igual a eles, falar igual a eles, e roubar como eles, não pode continuar.


Querido, acalme seu coração!


Ore, e busque de Deus o direcionamento de sua vida, Caminhando no Evangelho da Graça, vivendo a Vida em paz. Afinal, se o evangelho que eles pregam não gera vida, antes gera confusão na mente, como perturbou a sua, não é o Evangelho.


O Evangelho traz paz. Ele gera vida, afinal, João em seu evangelho diz que aquele que discerne Cristo como o Filho de Deus, e crê, têm Vida em Seu nome.


Procure estar em um local em que possa com liberdade da Graça, viver o Evangelho na vida.


Sempre vai haver um barão, querendo escravizar as vidas de outros. Lembre-se, a Cruz nos trouxe libertação. Deus nos tirou do Reino de escravidão e nos transportou para o Reino do Filho do Seu amor.


Então, aquiete o seu coração. Ore, e viva a vida na simplicidade da Graça conforme Jesus, e caminhe conforme esta simplicidade.

Sobre uma estação do Caminho da Graça, somos pessoas que não buscamos colocação ministerial, pelo contrário, temos certeza que todos somos servos. Logo, os do caminho têm que ser apenas gente andante, seguindo a Jesus com outros, cada um com seu nível de compreensão e percepção, porém todos desejosos de aprenderem a Cristo, conforme Jesus no ensinou ser o caminho de gente que busca se tornar semelhante a Ele. Este é o convite aos do Caminho: tornarem-se semelhantes a Jesus no curso da jornada da fé; dia a dia sendo transformados de glória em glória; até que se vá chegando à estatura do Novo Homem, o qual se renova segundo Deus mediante a pratica do amor e da verdade.


Assim, em uma Estação do Caminho da Graça, nos reunimos para celebrar, para bater papo de graça, para orarmos, para partir o pão, para ouvir sobre o Evangelho, e para compartilharmos experiências.


Assim é o Evangelho. Assim deveria ser a “igreja”.


Assim é o Caminho da Graça!


Espero ter ajudado ao irmão!


Qualquer dúvida me escreva novamente!


Um grande beijo...


Na Graça Dele,


Juliano Marcel
Bragança Paulista-SP
18/09/09
juliano.marcel@ymail.com
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